Novos valores do m2 para 2012 para seguros de casas e restantes imóveis

Foi publicada a portaria 291/2011 que regula o valor do preço do m2 para habitação em vigor a partir de 01-de Janeiro de 2012. As seguradoras utilizam esta portaria para determinação do capital a segurar nos seguros de edifícios. Edifícios com construção especial deverão ser avaliados caso a caso (exemplo: utilização de materiais caros na construção do imóvel).

Para aplicar estes valores em imóveis que não sejam habitacionais, leia este artigo.

Zona I – €767,42

Zona II – €670,84

Zona III – €607,77

Segue abaixo os concelhos referentes às respectivas zonas:

Zona I – concelhos sede de distrito e concelhos de Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Gondomar, Loures, Maia, Matosinhos, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Póvoa de Varzim, Seixal, Sintra, Valongo, Vila do Conde, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Gaia.

Zona II – concelhos de Abrantes, Albufeira, Alenquer, Caldas da Rainha, Chaves, Covilhã, Elvas, Entroncamento, Espinho, Estremoz, Figueira da Foz, Guimarães, Ílhavo, Lagos, Loulé, Olhão, Palmela, Peniche, Peso da Régua, Portimão, Santiago do Cacém, São João da Madeira, Sesimbra, Silves, Sines, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vila Real de Santo António e Vizela.

Zona III – restantes concelhos do continente.

Para ver como utilizar estes valores nos seguros multirisco de habitação, leia o artigo de como fazer um seguro multirisco habitação.

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Cordiais Saudações

Pedro Monteiro

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5 Comentários.

  1. O assunto do v. de reconstrução de facto é muito contraditório. Principalmente quando existem diferentes “interesses” – leia-se Segurado e Seguradora. Porém e no computo geral é o Segurado que sai sempre beneficiado. Ademais o valor de reconstrução – o qual serve de bitola para a regularização de sinistros, é a única forma mais justa/correcta de apurar o valor em risco vs valor seguro. Até porque se fosse avaliar um determinar imóvel para efeito de seguro apenas do ponto de vista comercial isso seria bastante mais divergente uma vez que uma determinada localização poderá ter um valor comercial em determinado momento e perde-lo ou exponencialmente ganha-lo. Ora isso representaria sem duvida nenhuma uma desvantagem para o cliente (segurado), com o consequente aumento de prémio de seguro e conflitos na regularização de sinistro. A situação actual é em minha opinião a melhor. Existem situações bastante mais gritantes nesta área do sector segurador, como por exemplo os segurados receberem um determinado valor de indemnização e ser pressuposto o reparador executar o trabalho, e uma vez na posse do montante de indemnização ou não reparam ou arranjam algum reparador (da economia paralela), que faz o trabalho por um valor substancialmente inferior. Ora aqui acontecem duas coisas…. lucro do Segurado (o que contraria o espírito do contrato de seguro), e um rendimento auferido e não declarado (IVA, etc). Isto sim… é grave. Atenção que isto é recorrente e a um nivel nacional o que representa milhares de € a circular… mas que não passam pela AT.

  2. Já agora apenas para ajudar a esclarecer.
    O valor de reconstrução m2 indicado na portaria nada tem a ver com os pressupostos a ter em consideração na determinação do valor a segurar de um imóvel numa apólice de seguro.
    É só ler as CG das apólices e a respetiva portaria (mas do principio ao fim), o que neste país e no ramo Segurador e não só, infelizmente, não é procedimento habitual.
    O valor indicado na portaria refere-se ao valor de construção de imóveis para efeitos de rendas condicionadas, que a portaria específica, logo para casos específicos. Esse valor inclui o terreno, daí a existência de 3 zonas distintas. O valor a segurar numa apólice corresponde ao valor de reconstrução do imóvel que se pretende garantir tal qual ele se encontra no momento do sinistro, excluindo o terreno e incluindo, dependendo da definição de imóvel de cada uma das diferentes segurados/apólices, diversos elementos arquitetónicos (muros portões vedações, anexos, benfeitorias, introduções de equipamentos, etc.).
    Esse valor nem sempre é tão fácil de se definir como parece pois obedece a vários fatores. O que posso garantir é que os valores indicados na portaria, de que o setor segurador tem feito tábua rasa (já vi documentos de marketing de Seguradoras que referem que o valor a segurar é o publicado anualmente na dita portaria, contrariando o definido nas Condições Gerais do contrato que publicitam), em grande parte dos casos estão desfasados, tanto para cima como para baixo e não traduzem de modo algum o valor médio como muita gente gosta de utilizar, sendo que o concito de “médio” dá pano para mangas, especialmente se aplicado à construção e “tipo de construção média”. Apenas quando se é confrontado com sinistros de grandes dimensões, em que os danos correspondem particamente à reconstrução total do imóvel é que se tem uma noção exata do valor de reconstrução. È nesse campo que os técnicos, que compilam esses dados que podem determinar um valor mais aproximado de reconstrução de um edifício em particular. De modo que cada caso é um caso. Os valores da portaria servem apenas e só como referência para os técnicos. Assim há que ter cuidado na determinação de valores a segurar num imóvel e sobretudo em relação às zonas, que, face aos pressupostos presentes na portaria incluem o valor de terreno elemento que no valor de reconstrução a segurar num imóvel não é de ter em conta. Duvidas? Questionem, indaguem e consultem os técnicos. É para isso que eles existem.

  3. Boa tarde,
    gostaria de saber qual é o V. de reconstrução a ter em conta em 2012, para as ilhas da Madeira e Açores.Obrigada.

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