Prazos de regularização de sinistros automóvel

O decreto lei 291/2007 artigo 31 em diante rege os prazos de regularização de sinistros automóvel.

Vou simplicar de uma forma estruturada.

Acidente Automóvel com Danos Materiais e Declaração Amigável (DAAA) assinada por ambos os condutores

Os prazos mencionados são em dias úteis

1º – Participe o sinistro enviando a DAAA para a sua seguradora

2º – Seguradora tem 2 dias para abrir processo e contactar o segurado para marcação da peritagem

3º – Peritagem deve ser efectuada no prazo de 4 dias a contar do final do prazo definido no ponto 2, caso não haja desmontagem da viatura; caso haja, o prazo passa para 6 dias

4º – O relatório de peritagem deve estar disponível no prazo de 2 dias após o término do prazo definido no ponto anterior

5º – Atribuição e comunicação de responsabilidade deve ser efectuado 15 dias após o término do prazo definido no ponto 2

6º – Pagamento de indemnização deve ocorrer no prazo de 8 dias após término do prazo definido no ponto anterior

Acidente Automóvel com Danos Materiais sem Declaração Amigável (DAAA) assinada pelos condutores

Os prazos mencionados são em dias úteis

1º – Participe o sinistro enviando a DAAA para a sua seguradora

2º – Seguradora tem 2 dias para abrir processo e contactar o segurado para marcação da peritagem

3º – Peritagem deve ser efectuada no prazo de 8 dias a contar do final do prazo definido no ponto 2, caso não haja desmontagem da viatura; caso haja, o prazo passa para 12 dias

4º – O relatório de peritagem deve estar disponível no prazo de 4 dias após o término do prazo definido no ponto anterior

5º – Atribuição e comunicação de responsabilidade deve ser efectuado 30 dias após o término do prazo definido no ponto 2

6º – Pagamento de indemnização deve ocorrer no prazo de 8 dias após término do prazo definido no ponto anterior

Nos casos em que haja discordância da parte do segurado face à posição da seguradora, o segurado tem 5 dias úteis para apresentar elementos de prova e a seguradora tem 2 dias úteis para se pronunciar.

No caso de ocorrência de factores excepcionais, tais como factores climatéricos e ocorrência de sinistros automóveis em número excepcionalmente elevado e em simultâneo, os prazos duplicam com excepção do prazo de marcação de peritagem e do pagamento de indemnização.

No caso de suspeita fundamentada de fraude por parte da seguradora, todos os prazos são suspensos.

Acidente Automóvel com Danos Materiais e Corporais

1º – Comunicar o sinistro à seguradora, usando a DAAA e mencionando os elementos dos feridos no verso da DAAA

2º – Seguradora tem 2 dias para abrir processo e contactar segurado para marcação de peritagem da viatura

3º – Peritagem deve ser efectuada no prazo de 8 dias a contar do final do prazo definido no ponto 2, caso não haja desmontagem da viatura; caso haja, o prazo passa para 12 dias

4º – O relatório de peritagem deve estar disponível no prazo de 4 dias após o término do prazo definido no ponto anterior

5º – Atribuição e comunicação de responsabilidade deve ser efectuado 30 dias após o término do prazo definido no ponto 2

6º – Pagamento de indemnização deve ocorrer no prazo de 8 dias após término do prazo definido no ponto anterior

No caso de ocorrência de factores excepcionais, tais como factores climatéricos e ocorrência de sinistros automóveis em número excepcionalmente elevado e em simultâneo, os prazos duplicam com excepção do prazo de marcação de peritagem e do pagamento de indemnização.

Danos Corporais sem pedido de indemnização

1º – Após a comunicação do sinistro, a seguradora tem 60 dias úteis para informar o sinistrado se pretende exame de avaliação do dano corporal. Em casos de factores excepcionais, o prazo é alargado para 90 dias

2º – A seguradora disponibiliza o exame de avaliação ao sinistrado no prazo de 10 dias úteis após a sua recepção. Em casos de factores excepcionais, o prazo é alargado para 20 dias

Danos Corporais com pedido de indemnização

1º – Após o pedido de indemnização feito pelo segurado, a seguradora tem 20 dias úteis para informar o sinistrado se pretende exame de avaliação do dano corporal. Em casos de factores excepcionais, o prazo é alargado para 40 dias

2º – A seguradora disponibiliza o exame de avaliação ao sinistrado no prazo de 10 dias úteis após a sua recepção. Em casos de factores excepcionais, o prazo é alargado para 20 dias

3º – A seguradora tem 45 dias úteis para se pronunciar sobre a responsabilidade ou efectuar uma proposta provisória de indemnização. Em caso de factores excepcionais, o prazo duplica

4º – Após acerto dos valores da proposta entre seguradora e sinistrado, a seguradora tem 15 dias úteis para elaborar a proposta definitiva.

5º – O pagamento deverá ocorrer no prazo de 8 dias úteis após o prazo definido no ponto anterior.

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Cordiais Saudações

Pedro Monteiro



43 Comentários.

  1. O meu carro foi peritado pela 1ª vez no dia 15 de janeiro de 2016. Como não estava desarmado foi sujeito a peritagem no passado dia 22 de janeiro de 2016- Hoj3, dia 28 de janeiro a peritagem ainda não foi dada como definitiva pelo que a oficina ainda não agendou a reparação da viatura. Estou sem carro de substituição. Esta é uma situação normal? Existe um período legal para o perito dar o caso como definitivo? Obrigada pela ajuda!

  2. António José baldaia

    Em Dez2014 tive um acidente de moto, tendo sido preenchida a Declaração Amigável, assinada por ambos os condutores, e foi-me dada razão. Foi feita a peritagem e agendado o conserto.
    Como a moto em causa é clássica, com algum material descontinuado, a oficina não a consertou de imediato.
    A Seguradora liquidou o valor à oficina, sem questionar se o serviço estava feito. A oficina recebeu e, ainda, não reparou a moto, isto ao fim de 13 meses.
    Já reclamei com a Seguradora por ter liquidado um serviço que não estava efectuado; já reclamei com a oficina…de nada adiantando.
    Já recorri ao Instituto de Seguros de Portugal que me remeteu para o CIMPAS, sem qualquer resultado.
    O que posso fazer? Existe alguma entidade de me possa ajudar?
    Obrigado

    • Caro António Baldaia

      A seguradora fez o que lhe competia – pagou à oficina
      A oficina não fez o que lhe competia – consertar a mota.
      Tem as seguintes opções:

      Escrever no livro de reclamações da oficina
      Recorrer à ASAE
      Colocar a oficina em Tribunal

  3. Boa tarde , no dia 25-11-2015 tive um acidente sozinho , no qual perdi o controle do carro e subi uma rotunda embatendo nos sinais de trânsito, conclusão chamei a polícia , foi feito um auto, chamei o reboque e meti o carro na bmw . Preenchi a declaração amigável levei no mesmo dia 25 a minha companhia Lusitânia e o processo ficou logo aberto . Dia 27 foi logo feita a peritagem na bmw e dia 30 de Novembro informaram me que se tratava de uma perda total , eu já tinha accionado os danos próprios , foi me dito que entrariam em contacto comigo mas até agora nada , entrei em contacto com a Lusitânia e o que me dizem é que já tinham pedido o auto da polícia mas ainda não o tinham , eu hoje fui a divisão de trânsito levantar o auto quando é meu espanto eles me dizem que a Lusitânia já levantou o auto no dia 4 de Dezembro ou seja a 10 dias , levantei na mesma o auto e mandei o por mail para ficar registado para a Lusitânia , depois liguei com eles e eles dizem me sempre que têm 30 dias úteis para comunicar a atribuição de culpa , eu pelo que tenho lido com uma declaração amigável devidamente assinada o prazo são 15 dias úteis mas eu bati sozinho e neste caso eles dizem que só existe a minha declaração amigável e que os 15 dias é para sinistros que envolvem 2 viaturas . O que eu quero mesmo saber é quantos dias são afinal que eles têm? 15 ou 30? Eu bati sozinho , accionei os danos próprios , preenchi devidamente a declaração amigável e chamei a polícia . Agradeço a ajuda se possível

    Obrigado

  4. Bom dia,
    Fui o lesado num acidente, a outra companhia assumiu responsabilidade a 100%.

    No entanto aproxima-se a data de realizar a inspeção periodica e o veiculo não está em condiçoes de passar.

    Na oficina informaram que o veiculo não passa na inspeçao mas o perito atestou que a viatura pode circular.

    Pode um perito atestar que uma viatura pode circular quando a mesma não tem condições para passar no IPO?

    de que modo posso contestar?
    temo vir a ser prejudicado porque apenas me dão carro de substituição nos 2 dias de reparação…. mas se ficar sem IPO estou a correr um risco enorme

    Obrigado

    obrigado

  5. Boa noite, gostaria de saber se me podem ajudar! No passado dia 06-10, tive um acidente em que não tive culpa envolvendo 4 carros choque em cadeia, foi preenchida a declaração amigável. a participação só foi enviada para a seguradora de que me bateu por trás por engano e no dia 15 e após peritagem para a seguradora da verdadeira culpada . Foi feita nova peritagem no dia 15-10 e foi-me dito para escolher entre duas oficinas, escolhi uma delas e fiquei a aguardar que me contactassem para pôr o carro a arranjar ( tenho um stop partido e uma amolgadela na placa de matricula e porta traseira. Como nunca mais me contactavam, contactei eu mesma a oficina que me disse que as peças estavam descontinuadas e que não estavam a conseguir arranja-las. Contactei a seguradora para saber se me podia indemnizar pelo valor orçamentado e eu própria trataria de arranjar as peças, disseram-me que sim, teria que entregar o relatório da peritagem e o relatório da oficina, nesse mesmo dia (9-11) dirige-me à delegação de lisboa e entreguei os papeis e entreguei o NIB para procederem à transferência. Passados oito dias sem me ter sido depositado o dinheiro na conta, voltei a contactar a mesma que não me sabia dar resposta, apenas me disseram que os documentos só foram entregues nos serviços gerais no dia 13-11. Chateada com a situação e após vários contactos envio uma carta ao serviço de gestão de reclamações da referida companhia com conhecimento do Instituto de seguros de Portugal. Hoje quando ligo novamente dizem-me que terei de aguardar 10 dias pela resposta escrita pois fiz uma reclamação. Pedi um carro de substituição visto não me resolverem um problema e o carro não poder circular visto estar sujeita a uma multa, ou acidente, também não me deram resposta. 1º o que posso fazer para exigir uma resposta, 2º o que faço para ter o carro de substituição, 3º como peço uma indeminização pelo tempo de espera e pela maneira como fui tratada. Desde JÁ MUITO OBRIGADO

    • Boa tarde Ana

      1º o que posso fazer para exigir uma resposta – já fez tudo o que podia. Aguarde
      2º o que faço para ter o carro de substituição – pode ir a um rent-a-car, aluga uma viatura à sua responsabilidade e apos a assunção da responsabilidade por parte da seguradora, submeta as despesas do aluguer da viatura.
      3º como peço uma indeminização pelo tempo de espera e pela maneira como fui tratada – Tribunal

  6. No pássado fim-de-semana, bateram na traseira do meu carro ao circular na auto-estrada, sendo que a culpa foi claramente do outro condutor, que terá adormecido ou por distracção.
    Como é a 1ª vez que me acontece algo do género, estou com bastante dúvidas e, depois de ter lido aqui alguns artigos e comentários, receio ter algumas despesas que não me parecem

    justas pelo facto de não ter qualquer culpa.

    Pelo facto do acidente ter ocorrido de madrugada e ser fim-de-semana, o carro foi inicialmente transportado para o parque do reboque. No início da semana, liguei à minha

    seguradora que me disse que, independentemente de ser culpado ou não, teria de fazer a participação e colocar o carro na oficina para ser feita a peritagem (já agora, refira-se

    que pelo facto de haver um ferido muito ligeiro do outro veículo, a minha seguradora enviou a minha participação/reclamação para a outra seguradora, porque não se “enquadrava ao

    abrigo da Convenção”).

    Tendo em conta o que me foi dito, coloquei o carro no único concessionário da marca na minha zona (Coimbra) e só depois da companhia do outro veículo me contactar, vim a saber que

    não fazia parte da rede de oficinas recomendadas pela companhia, perdendo algumas vantagens. Mas li aqui que quem terá que pagar despesas de aparcamento serei eu. Tendo em conta o

    prazo de 30 dias para assumirem a responsabilidade, a despesa pode não ficar barata… Isto é mesmo assim? Sendo assim, posso mandar retirar o carro e colocá-lo numa garagem

    particular? E depois o que faço se o carro for para a sucata (o mais provável) ou for para reparação? Provavelmente terei de me responsabilizar pelo seu transporte e ter mais

    despesas, o que mais uma vez parece-me injusto.

    Outra dúvida é como posso reclamar objectos danificados? E os que não estão danificados, tenho o direito de os ir buscar ou tenho sempre de questionar a seguradora?

    E por último, devo sempre entrar em contacto com a minha seguradora ou com a do outro veículo?

    • Nuno

      respostas:

      Tendo em conta o que me foi dito, coloquei o carro no único concessionário da marca na minha zona (Coimbra) e só depois da companhia do outro veículo me contactar, vim a saber que não fazia parte da rede de oficinas recomendadas pela companhia, perdendo algumas vantagens. Mas li aqui que quem terá que pagar despesas de aparcamento serei eu. Tendo em conta o prazo de 30 dias para assumirem a responsabilidade, a despesa pode não ficar barata… Isto é mesmo assim? Sendo assim, posso mandar retirar o carro e colocá-lo numa garagem particular? E depois o que faço se o carro for para a sucata (o mais provável) ou for para reparação? Provavelmente terei de me responsabilizar pelo seu transporte e ter mais despesas, o que mais uma vez parece-me injusto.
      NA MINHA OPINIÃO E NÃO TENDO CULPA NO ACIDENTE, CABE À SEGURADORA DO RESPONSÁVEL REEMBOLSAR-LHE AS DESPESAS DE APARCAMENTO DEPOIS DE AS APRESENTAR.
      SE FOR CONSIDERADO PERDA TOTAL, A SEGURADORA TRATA DE TUDO E INDICA UMA EMPRESA QUE LHE COMPRE O SALVADO.

      Outra dúvida é como posso reclamar objectos danificados? RECLAME À SEGURADORA JUNTANDO FACTURAS
      E os que não estão danificados, tenho o direito de os ir buscar ou tenho sempre de questionar a seguradora? SE NÃO FAZEM PARTE DA VIATURA, PODE IR BUSCÁ-LOS.

      E por último, devo sempre entrar em contacto com a minha seguradora ou com a do outro veículo? A DO OUTRO VEICULO ONDE FOI FEITA A RECLAMAÇÃO.

  7. Olá boa noite a cerca de dois meses o meu carro estava estacionado e foi abarroado por outro sendo que a culpa foi atribuída ao outro veículo o meu teve perda total já recebi da empresa que o comprou uma parte do dinheiro agora falta o seguro pagar o restante mas eles já vão a caminho da quarta semana e ainda não me deram nada
    Isto é legal o que posso fazer uma vês que ligo quase todos os dias e a resposta é que estão a tratar do pagamento

  8. Bom dia
    Tive um acidente ( sem culpa) em que foi necessário recorrer a uma oficina para dar um orçamento para reparação, em que a viatura teve perda total. A oficina cobrou o aparcamento e o valor do orçamento. A companhia rejeita o pagamento, diz que é ilegal, a fatura da oficina é oficial com IVA. Será mesmo assim? Poço pedir o apoio jurídico para esta situação? Desde já o meu agradecimento.

    • João

      A seguradora não tem qe pagar o aparcamento e o orçamento. Terá que ser o João a fazê-lo, pois foi o João que escolheu a oficina

      • Agradeço a sua resposta. Mas não concordo com ela pelo seguinte: no dia do acidente foi levado pelo INEM para o hospital, o meu filho solicitou o reboque, que perguntou ao meu filho para onde deveria levar a mota, o meu filho disse para o parque da rebocadora, o que o motorista informou que era melhor levar já para a oficina, numa situação de tamanha confusão é normal seguir a informação de uma pessoa mais habituada a estas situações. Mas por essa ordem de ideias agora um cidadão sofre um acidente (sem culpa) e ainda vai que ter que ligar para as oficinas para saber quem cobra parqueamento/orçamento!? (está dentro do preçário da oficina) Não tem lógica nenhuma. A companhia é que tem que se opor a essa situação e outras e não o lesado. Além disso é a única oficina representante de marca na zona. 🙁
        Com os melhores cumprimentos
        João

  9. Bom dia
    preciso de uma informação, estive envolvida num acidente de viação no dia 22 de junho, eu seguia num autocarro quando esse foi albarroado por uma carrinha de valores, eu fui a unica q me machuquei no acidente, agora passado 2 meses a seguradora alega que eu ja estava lesionada e que minha lesao é degenrativa, mas antes do acidente eu nao sentia problema algum com meu joelho e depois do acidente nao consigo estar muitos horas em pé oque impossibilita me trabalho. Onde posso pedir ajuda sobre esse caso 🙁

    • Exma Sr.ª Daiane,
      Os n/ cumprimentos

      No que diz respeito à incapacidade: existe um requisito jurídico denominado nexo de causalidade adequada que se aplica à obrigação de indemnizar da seguradora de trabalho. Isto significa que a seguradora será responsável pela parte da incapacidade que decorre directamente do acidente de trabalho. Independentemente de a lesão ter sido provocada em maior ou menor grau pelo acidente de trabalho, esse grau deverá ser determinado pelos peritos para que seja indemnizada a parte da incapacidade que decorre, exclusivamente, das lesões do acidente.
      Se e quando regressar ao trabalho não estiver capaz, tem sempre a hipótese de solicitar baixa médica, caso o médico de família a dê.
      Quanto ao litígio com a seguradora, deverá recorrer ao tribunal de trabalho para apreciação.

      PS – nos termos protocolados, pode usufruir de uma reunião gratuita para mais esclarecimentos ou exibir documentos.

      Visite http://www.ribeiroteixeira.pt
      Cumprimentos
      José Ribeiro Teixeira, advogado

  10. Bom dia,
    Em 2002 sofri acidente de viação, sendo eu ocupante da viatura, a responsabilidade civil cobriu todas as despesas das cirurgias necessárias e recebi indeminização devido às mazelas que ocorreram. Decorridos 13 anos desde a cirurgia, é necessário, agora, retirar os parafusos e placa, é possível reabrir o processo?
    Obrigado

  11. Caro Pedro Monteiro,
    Apenas mais uma questão: é possível ter dois seguros de multi-risco habitação distintos, cada um numa seguradora?
    Obrigado uma vez mais,
    Rafael Pacheco

  12. Caro Pedro Monteiro,
    Vi-me envolvido num acidente em que fui abalroado na traseira por um condutor que seguia com velocidade excessiva na mesma faixa. Quanto à culpa do acidente, creio ser óbvio que é do referido condutor.
    Agora, a dúvida é a seguinte: como não houvesse assunção de culpa por parte do outro condutor, foram chamadas as autoridades que lavraram o auto. Foram também chamadas ambulâncias quer para mim, quer para o outro condutor. Pergunto, pois, se o condutor culpado pelo acidente tem direito a pedir indemnização pelos eventuais danos físico. Muito obrigado,
    Rafael Pacheco

    • Rafael

      São as seguradoras quem determinam quem é o culpado e nunca os condutores.
      Na posse de todos os elementos as seguradoras decidem sobre a responsabilidade
      Preocupe-se em enviar à seguradora todos os elementos que ajudem a definir a responsabilidade pelo acidente: declaração amigavel, fotos, testemunhas e auto de ocorrencia.

  13. Boa noite

    Gostaria de saber qual o prazo legal pra a seguradora dar ordem de reparação?
    Pergunto isto, porque no dia 1 Julho tive um acidente ao qual não fui culpado e desde esse dia ainda estou a espera que a ordem de relação seja efetuada por ordem da segurado.
    Dai querer saber qual o prazo legal pra ordem ser atribuída e desde que dia é que começa a contar, visto não saber se é apartir do dia do acidente ou do dia da peritagem…
    Desde já o meu obrigado

    • Caro Amorim

      A seguradora nunca dá ordem de reparação. É sempre o segurado que o faz após receber a informação por escrito da assunção de responsabilidade por parte da seguradora.
      Quanto à restante duvida, remeto-o para o artigo que escrevi.

  14. Boa tarde.
    No passado dia 30 de Junho na Avenida Fernão Magalhães no Porto, para quem conhece a avenida tem três vias no sentido ascendente e uma descendente. Pois bem, eu seguia na faixa do meio no sentido ascendente, quando me apercebi de uma viatura que queria estacionar do lado direito, na faixa do lado que está sempre obstruída de carros estacionados. Apercebendo-me da situação, abrandei e como me aproximava de uma passadeira e não tinha visibilidade para ver peões parei para deixar a viatura estacionar. Qual é o meu azar que no mesmo instante em que paro, sinto um embate muito forte na parte traseira do carro. Ainda em estado de choque, sai do carro e apercebi-me que para além do veículo que me bateu, havia outro veículo envolvido que circulava na faixa do sentido contrário e ia fazer uma ultrapassagem a uma ambulância que estava parada, nessa mesma faixa, para uma emergência. Ou seja, primeiro bateu-me a mim na traseira do carro e, logo de seguida, bateu na frente do outro veículo e caputou. Como é óbvio, não houve declaração amigável e veio, de imediato, a polícia. Bem, no meio disto tudo a única prejudicada fui eu, porque o veículo que me bateu era um carro alugado e o outro um carro de uma empresa. Portanto, o eixo da parte de trás do meu veículo partiu por completo. Bem, no meio disto tudo, tenho de mencionar que o seguro do veículo que me bateu é a Açoreana e a do outro interveniente é a AXA. Como uma situação desta nunca me tinha acontecido, eu não fazia ainima ideia de que era preciso fazer uma participação ao seguro, por isso, só fiz a mesma na semana a seguir, depois da minha mediadora me ter avisado. Claro que com isto, atrasei o processo oito dias. Continuando, o tempo foi passando e foram fazer a peritagem, a recolha dos relatórios e eu, neste momento, encontro-me sem carro à um mês. Sinto-me revoltada porque preciso imenso do carro para o meu dia-a-dia e quando ligo para a Açoreana respondem-me que o processo está “condicional”, em “instrução”, que tenho de aguardar porque eles, segundo a lei, têm “trinta dias úteis para assumir responsabilidade”.
    Que devo fazer?
    Eu completamente desesperada porque segundo já disseram à Açoreana é uma seguradora que está mesmo até ao último dia para assumir seja o que for.
    Tenho eu de ficar prejudicada por uma coisa que não tive culpa absolutamente nenhuma.
    Obrigada

    • Cara Evelyne

      A sua mediadora não a informou de que pode levantar uma viatura por sua conta e, após apuramento de responsabilidades, poderá exigir o ressarcimento das despesas à Açoreana (assumindo que não teve culpa nenhuma no acidente)?
      Em alternativa, apresente todas as despesas de utilização de transportes publicos.

  15. Boa noite

    Estive envolvido de certa forma num acidente em Janeiro, no qual fui declarado culpado.
    O acidente foi assim:
    Eu seguia na faixa contraria devido a ter ultrapassado uma viatura e faltavam passar mais duas viaturas, quando tou quase a ultrapassar a segunda viatura, ela decide meter o pisca e ao mesmo tempo muda logo de faixa, como já estava muito em cima, fiz terceira via metade estrada metade valeta, onde em certo ponto a segunda e a primeira viatura chocam e eu não tive danos.
    Resumindo e concluindo, nada nem nimguem me considerava culpado inclusive a GNR, quando recebi a carta por parte da minha seguradora que vinha lá a reportar quem seria o culpado, e neste caso era eu mas não me apercebi porque estava tranquilo e o que vem lá escrito não diz culpado diretamente, diz isto:
    “O condutor só pode efectuar manobras de ultrapassagem, mudança de direcção ou de via de trânsito, inversão do sentido de marcha e marcha-atrás em local e por forma a que da sua realização não resulte perigo ou embaraço para o trânsito”; “O condutor de veículo não deve iniciar a ultrapassagem sem se certificar de que a pode realizar sem perigo de colidir com veículo que transite no mesmo sentido ou em sentido contrário” e “O condutor deve,especialmente, certificar-se de que: a) A faixa de rodagem se encontra livre na extensão e largura necessárias à realização da manobra em segurança”.
    Sendo assim a meu ver pensei que estava ilibado e achei que estavam falando da outra condutora.
    Quando agora(Junho) recebo a carta da seguradora com um aumento de 30% é que descubro tudo.
    Desde já peço desculpa pelo texto longo, mas espero estar compreensível.
    As minhas perguntas são:
    Qual o tempo para reclamação desde a comunicação de responsabilidade ou fecho do processo?
    Podem fazer um agravamento tão grande no valor da apolice?

    Obrigado

    • Caro Fabrice

      A seguradora não lhe enviou uma carta a pedir a sua versão dos factos? Se não respondeu à mesma, está explicada a situação do agravamento e neste caso a seguradora tem razão.
      Coloque o caso à sua seguradora para ver se revertem a decisão.

  16. Boa tarde

    Partiram-me o para brisas do carro no passado dia 20/03/2015 e até á data de hoje ainda não fui contatado para peritagem ou substituição do mesmo…Fizemos uma participação amigável onde o outro condutor se deu como culpado.
    Eu tenho seguro contra todos os riscos, mas não mandei ativar uma vez que quem tem que assumir as despesas é a outra companhia…pergunto se, é normal demorar tanto tempo assim na resolução do problema ou como os pressionar a resolverem a situação mais rápido.

    Obrigado

  17. Caro Pedro.
    Sinistro em Março de 2014.Peritagem “condicional” em abril. Não existe ordem de reparação nem assunção de responsabilidade. Em Agosto de 2014 o proprietário fartou-se de esperar e manda reparar. Envia despesas de reparação e paralisação do veículo para a seguradora. A mesma assume a responsabilidade nessa data de agosto mas diz que não paga o aluguer do veículo de substituição (Abril/Agosto).
    Então o que se faz qual não há ordem de reparação?!
    Obrigada-

  18. Boa tarde,
    venho solicitar ajuda para o seguinte:
    tive um acidente, no qual o veiculo envolvido, possui seguro, que corresponde à mesma seguradora que o meu veículo, e no entanto resolveram tudo sem me contactar, tendo sido notificada que perdi o acidente! pois o terceiro veiculo(camião),foi referido que, eu tinha embatido com o mesmo, tendo o outro ficado com danos decorrente do meu acidente. Nisto, procurei reclamar com a seguradora que o meu acidente não tinha sido com o camião mas sim com sido com esse automóvel também segurado pela minha seguradora. que devo fazer nesta situação? já reclamei e passou dois dias e não obtive resposta. o gestor do processo é o mesmo para as duas apólices, está correto? pedi a peritagem de averiguação não me foi dada, e pretendo acionar o apoio jurídico, mas os mesmo pretendem declinar o meu pedido. que devo fazer nisto tudo?? obrigado

  19. Boa noite
    Estive envolvido num acidente onde eu estava a andar de bicicleta na estrada e fiquei com ferimentos graves estive internado 6 dias a culpa é do condutor da outra viatura e neste momento a seguradora ainda esta a tratar do processo mas estão a empatar a situação. Queria saber o que posso fazer para acelerar o processo e como é que se pede a indemnização por danos corporais? Obrigado

  20. Bom dia tive um sinistro no dia 28/07 ao qual accionei os danos próprios, até hoje ainda não obtive qualquer posição da companhia e a referida companhia limita se a informar que está em instrução,tendo em conta que não houve feridos gostava de saber se a companhia pode fazer isto vistos os prazos legais serem 32 dias úteis para tomar uma posição quanto ao sinistro? O que devo fazer numa situação destas?

    • Cara Elsa

      Pode ocorrer em algumas circunstâncias a averiguação do sinistro por parte da seguradora.
      Deverá pressionar a seguradora para uma resposta relativamente ao seu caso.

  21. tive um acidente em que o outro veiculo foi culpado,pus o carro na oficina para peritage,passado dois dias o perito foi la e deu ordem de reparação,fiquei com o carro imobilizado logo no primeiro dia.queria saber se tenho direito a viatura de substituição e por quanto tempo dado que o chapeiro so me entrega o carro em quinze dias porque nao ha peças em stoc para reparar,obrigado

    • Caro Miguel

      A seguradora cede uma viatura de substituição durante os dias de reparação acertados com a oficina. A seguradora não é responsável pela falta de peças, pelo que deverá ser a oficina a resolver a questão da viatura de substituição.