Exclusões específicas das coberturas de Tempestades e Inundações em Habitações

Continuando na senda das exclusões, hoje vou abordar as mesmas nos seguros de habitação das coberturas de Tempestades e Inundações.

Tempestades – cobre danos em consequência de:

– Tufões, ciclones, tornados e ventos superiores a 80 Km/hora. Caso necessite de o provar, basta pedir um documento comprovativo à estação meteorológica mais perto de si.

– Alagamento pela queda de chuva, neve ou granizo, desde que haja entrada no interior do edifício seguro devido a Incêndio, Explosão e/ou acção mecânica de Raio, Tempestades, Inundações e Aluimento de Terras.

– Acção directa de areia ou pó que penetrem no interior do edifício ou habitação segura devido a danos causados pela acção do vento ou granizo.

Inundações – cobre danos em consequência de:

– Tromba de água ou queda de chuvas torrenciais

– Rebentamento de adutores, colectores, drenos, diques e barragens

– Enxurrada ou transbordamento do leito de rios, riachos e outras superfícies de água natural ou artificial

Passemos então às exclusões destas duas coberturas:

– danos causados pela acção do mar, mesmo que esta mesma acção seja causada por um temporal.

– danos causados em construções de reconhecida fragilidade ou degradação e seu conteúdo

– danos causados em bem móveis ao ar livre

– danos causados em árvores ou plantas dos jardins anexos ao edifício

– danos causados em persianas e marquises, vedações, portões, estores exteriores e anúncios luminosos. Poderão ficar cobertos se forem acompanhados da destruição total ou parcial do edifício seguro

Em Inundações, os danos causados a muros encontram-se excluídos, ao contrário do que em Tempestades.

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Cordiais Saudações

Pedro Monteiro

7 Comentários.

  1. Parabéns pela ideia de criar este blog, gostei.

  2. boa tarde
    excelente blog parabens

    O meu problema, vivo num 3º andar e a placa da varanda este inverno com as chuvas torrencias está a provocar danos na estrutura, vigas, placa.
    quero accionar o seguro o que me aconselha.
    Obrigada

  3. Parabéns pela idéia de criar este blog. Agradeço se me puder ajudar na resposta à seguradora. Vivo numa moradia, desde nov. 2010 que tem uma área coberta pelo seguro além da habitação de toda a área envolvente à volta, como consta na caderneta predial, incluindo um jardim, alpendres e varandas. E quando a comprei (usada – 6 anos) não tinha qualquer tipo de aluimentos de terras, nem rachas nos muros. Como choveu imenso no final de 2012 e em de 2013 a terra abateu imenso abrindo rachas nos muros, nas paredes das varandas e nos alpendres, além de ter abatido a terra no terraço à volta da casa. Informei o seguro a 13 de maio, o qual procedeu à sua peritagem no final de junho, tirando fotografias a tudo. Pediram para enviar orçamento e copia da caderneta predial, o que fiz a 4 de julho. Após vários contactos para me informarem da situação, o qual estava em análise, recebi ontem uma carta a dizer que os danos nos alpendres, varandas e muros da habitação, causados pelo deslizamento de terras não tem enquadramento nas garantias da apólice, e que ficam igualmente excluídos da cobertura os danos em muros e vedações que estejam assentes sobre fundações que contrariem as normas técnicas ou as boas regras de engenharia de execução das mesmas, em função das características dos terrenos e do tipo de construção (não entendo o que querm dizer com esta frase). Necessito de reclamar com os mesmos, visto que qd comprei a casa não tinha qualquer tipo de prejuízo, e tendo tempestades, inundações, aluimentos de terras incluídos no capital seguro, inclusive uma das cláusulas, fala do alagamento pela queda de chuva no interior do edifício, agradeço se me puder ajudar.
    Cumprimentos

    • Boa tarde Sandra

      A não ser que tenha a cobertura Danos em Jardins, Muros e Vedações, não há nada a fazer quanto ao muro. Alpendres e varandas é mais complicado e é visto caso a caso.
      Os nossos clientes estão salvaguardados nessa matéria.
      Lamento.

  4. Boa tarde muitos parabéns por esta iniciativa que nos esclarece muito melhor que as próprias seguradoras.
    Acontece que vivo numa quinta cuja casa é de r/c e já em 2010 aquando das grandes chuvadas entrou-me água e lama pela porta da cozinha tendo-me danificado móveis, electrodomésticos e pavimento.
    Participei ao seguro e foi-me dito que só pagariam os electrodomesticos uma vez que tb participei os apagoes da luz que aoncteceram nesses dias (2 dias seguidos)temporal e ventos fortes. O mesmo aconteceu em 2012/2013 em que o vendaval foi tanto que a chuva batida a vento entrava por baixo das portas de um dos quartos e cozinha. Ontem foi uma dessas noites de chuvada e vento forte em que tenho que colocar toalhas e panos debaixo das portas (aluminio e vidraças duplas). Aqui não participei, mas agora encontrando o seu excelente “donativo” e tendo ficado com prejuizos no que respeita a pavimento todo manchado pela água, pés de móveis estragados e estantes de contraplacado inchadas e sem arranjo. Pergunto? com que base e em que item do seguro posso fazer a participação pois, e caso tenha entendido ou não o possa fazer.
    Agradeço bastante que me elucide sobre este assumto, informo ainda que em 2004 mandei fazer todo um patamar em volta da casa para evitar situações menos boas, conservo as paredes e telhados.
    Mais uma vez muito obrigada
    Cumprimentos

    • Boa tarde Sílvia

      Se o seu seguro só incluir recheio, só tem direito a indemnização pelos móveis e electrodomesticos.
      Vidros duplos, pavimento, fachada da moradia, faz parte da cobertura do imóvel. Se não tiver seguro do Imóvel, não tem direito a qualquer indemnização.
      Se a habitação é alugada e se suportou obras de melhoramento da habitação, deve informar a seguradora das benfeitorias feitas na habitação e do seu valor para ter seguro. O senhorio é obrigado a ter seguro de incêndio pelo menos.