Os 7 aspectos principais num Seguro Automóvel que deve saber

Escolher um bom seguro automóvel é proteger o seu investimento na sua viatura e sobretudo a sua carteira.

Passo a explicar:

1 – Quanto mais barato, menos coberturas tem – um seguro de responsabilidade civil de 180 euros nunca terá as mesmas coberturas que um seguro de 240 euros. Para começar, veja as condições da Assistência em Viagem, capitais e coberturas de Ocupantes e compare com o seu seguro anterior em que pagava 250 euros. Se ler bem, vai dar-me razão.

2- Não existe seguro contra todos os riscos – vou dar-lhe exemplos:

– avaria de uma viatura que tem seguro de Danos Próprios – o seguro não cobre as peças nem a mão de obra do mecânico

– Conduzir alcoolizado – a seguradora assume os danos perante o terceiro, não assume os prejuízos na sua viatura e ainda lhe pode exigir o valor da indemnização que pagou ao terceiro (direito de regresso)

– Conduzir em estradas impróprias para o veículo seguro – nem experimente fazer Todo-o Terreno com o seu BMW série 7 se pensa  que a seguradora lhe paga eventuais danos. Todo-o Terreno é só para veículos dessa categoria. Deixe o citadino e o carro de estrada em casa.

– Actos dolosos e intencionais – sendo provado, a seguradora não assume.

– Após um acidente, continuar a circular com a viatura causando ainda mais danos à própria – imagine que ao entrar numa curva, se despista e vai para cima do passeio. Não ande nem mais um metro com o carro, mesmo que pense que poderá fazê-lo. É que a Seguradora apenas assume os danos do embate inicial e nunca assumirá os danos sequenciais (no exemplo dado, o motor gripar passado 5 quilómetros). Chame o reboque e participe à seguradora.

– Coleccionar danos no carro – imagine que ao longo do tempo deu vários toques com o carro e num dia decide participar à seguradora. Na Declaração Amigável escreve que bateu de traseira contra o portão da garagem. Na mesma declaração refere danos na traseira, na lateral esquerda e no farol retrovisor dianteiro direito. O perito vai considerar 3 peritagens correspondentes a 3 acidentes e a seguradora só vai assumir os danos na traseira.

3 – Assistência em Viagem – esta cobertura será objecto de um artigo aqui no blog. Subscreva a melhor assistência em viagem que puder, pois esta cobre assistência em caso de falta de bateria, perda de chaves, falta de combustível, viatura de substituição em caso de avaria semelhante à sua, entre outras coberturas. Convém conhecer os seus direitos, já que as empresas que prestam assistência em viagem são independentes das seguradoras e na maior parte dos casos de assistência prestados, as seguradoras nem intervêm. Fica entre cliente e empresa de assistência (Europ Assistance, Inter Partner , etc.). Por norma faço seguros com viatura de substituição em caso de  avaria semelhante à da viatura segurada. Se o leitor for meu cliente e se a empresa de assistência lhe der uma viatura até 1200 cc quando, pela apólice subscrita, tem direito a uma até 1900 cc e a gasóleo, exija-o.

4 – Protecção de Bónus – em caso de 1º acidente com culpa, o bónus não agrava. Começam a haver seguradoras com essa cobertura. Pode não ser acumulável com franquia 0% em Danos Próprios.

5- Valor de Substituição em novo – na grande maioria das seguradoras aplica-se nos dois primeiros anos. é atribuído um valor de indemnização pelo valor de mercado em novo da sua viatura. A indemnização divide-se em duas partes – em dinheiro e em salvado. O dinheiro é entregue pela seguradora, o salvado pode ser vendido à empresa recomendada pela seguradora e essa iniciativa tem que ser tomada pelo proprietário da viatura.

6 – Franquia 0% – em viaturas novas e até 3 anos. É preferível pagar um pouco mais e a diferença compensa para franquia 2% ou franquia fixa. Escolher franquia 0% protege o seu orçamento familiar ou a tesouraria da empresa em caso de acidente com culpa.

7 – Reposição de Capital de Danos Próprios – em caso de acidente com culpa e tendo seguro de Danos Próprios, aconselho a solicitar a reposição do capital seguro da viatura para  antes do acidente. Caso haja novo acidente e essa reposição não tiver sido feita, a seguradora aplica a regra proporcional. Exemplo: viatura x vale 50.000. Houve acidente e a seguradora pagou 10.000 de indemnização. A viatura passa a valer 40.000 quando deveria valer 50.000 e eventuais sinistros subsequentes dentro da mesma anuidade passam a ser indemnizados na devida proporção. Para evitar isso, peça a reposição do capital e pague o prémio correspondente aos 10.000. Há seguradoras que permitem a reposição automática de capital na altura da subscrição. Futuramente deverão existir soluções em que a reposição é feita sem custo.

Espero que depois de ler este artigo esteja mais sensibilizado(a) quanto a fazer um bom seguro automóvel.

Convido-o(a) a colocar questões e a contribuir para este artigo.

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Cordiais Saudações

Pedro Monteiro

6 Comentários.

  1. Bom dia por exemplo tenho seguro contra tds os riscos e à mha viatura é de 2011 dizem k ô motor pifou como faco é k estou à pagar credito

  2. qual é a diferença que a companhia de seguros faz entre furto e roubo. e como classifica por exemplo o desaparecimento( furto ou roubo ) de um auto radio ou de um pisca ou mesmo de o volante

    • Boa noite Roger

      Furto – o assaltante leva os bens sem haver vestígios de arrombamento ou ameaça física
      Roubo – há sinais de arrombamento, danos e/ou ameaça física

  3. Gostava que me esclarecesem uma coisa se souberem claro
    Se o meu carro estiver estancionado e alguem bater no carro provocando alguns danos e dp fujir o seguro cobre?