Como participar um sinistro automóvel eficazmente usando a Declaração Amigável

Pois é!

Fazemos o seguro com o mediador e estamos todos contentes! O famoso 3B – bom para o mediador, bom para a seguradora e bom para o cliente que fica bem servido como pretendia.

Sinistro – agora é que vamos ver a qualidade do Mediador e da Seguradora, pensará o cliente.

Para que tudo corra bem, é importante que todos façam a sua parte.

Comecemos pelo Automóvel:

Manter a calma e ser cortês
Colocar os triângulos de sinalização e os coletes reflectores
Tirar fotos do local do acidente e posição das viaturas acidentadas
Chamar o reboque pela assistência em viagem caso seja necessário
Chamar a Polícia caso haja feridos ou haja dúvidas no acidente
Preencher SEMPRE a Declaração Amigável (a não ser que seja fisicamente impossível).
Cuidados a ter no preenchimento da Declaração Amigável:
FRENTE
1 º – Preencher totalmente a frente da Declaração – atenção à Data, Hora e Local
2º – Fazer o desenho do Acidente na frente da Declaração (ignorar se as autoridades disserem que não é necessário. Para bem de todos, é necessário)
3º – Assinalar as circunstâncias do acidente no veículo A e B
4º – Indicar Danos Visíveis
5º – Ambos os condutores têm que assinar
TESTEMUNHAS – só são válidas se tiverem prestado declarações à Policia no local do acidente e isso é fundamental para o desfecho do processo
VERSO
Antes de entregar no Mediador ou Seguradora deve preencher o verso da participação. Pontos importantes:
1º – Descrição pormenorizada do Acidente – não esquecer nenhum detalhe
2º – Assinalar se houve ou não intervenção das autoridades
3º – Identificar a oficina – Nome, morada completa, telefone, fax e Nº contribuinte
4º – Assinatura e carimbo (empresas) do Tomador de Seguro
Se proceder desta forma, o sinistro resolver-se-à rapidamente. Basta esquecer um destes pontos para atrasar o processo.

Ah! Não se esqueça de entregar a participação ao Mediador ou à seguradora.

Na próxima abordarei outro procedimento em outro ramo de seguros

Convido-vos a colocarem as questões que entendam

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Cordiais Saudações

Pedro Monteiro

105 Comentários.

  1. Boa noite Sr. Pedro Monteiro.

    Antes de mais, gostaria de lhe dar os meus parabéns pelo excelente blog que criou e que tanta gente tem esclarecido já que, em questão de seguros automóvel há muito boa gente que sabe como s coisas funcionam.

    No passado dia 5 de Janeiro a minha filha esteve envolvida num acidente de viação em que, ela não foi culpada já que, o veiculo que vinha em sentido contrário, saiu da sua faixa de rodagem invadindo a faixa de rodagem destinada ao trafego em sentido contrário onde circulava a viatura conduzida pela minha filha, vindo embater na mesma.

    A minha filha ligou para o 112, vieram as autoridades e entretanto foi chamada uma ambulância para levar a minha filha ao Hospital já que, se queixava de dores no peito. Foi consultada pelos médicos e fez exames médicos para ver se tinha algum ferimento mas, graças a Deus, segundo os médicos é só dorido do embate.

    Preencheu-se a declaração amigável onde o condutor do outro veículo se dá como culpado e entreguei a mesma nas seguradoras, no dia 8 de Janeiro.

    Só ontem ´dia 14 é que passou o perito para fazer peritagem mas, ainda não me disseram nada.
    A minha seguradora é quem tem estado em contacto com a seguradora do outro condutor e informou-me que não tenho direito a carro de substituição enquanto eles resolvem a situação do sinistro. Segundo a minha seguradora tenho que alugar uma viatura por minha conta e risco e depois tentar imputar os custos á outra seguradora.

    As minhas questões, são as seguintes:

    A seguradora do outro veiculo não tem que me alugar uma viatura enquanto não resolvem a situação visto que, o segurado deles se deu como culpado?

    E em caso de perca total do meu carro, eles não têm que me restituir um valor que chegue para eu adquirir uma viatura idêntica, conforme a viatura que eu tinha que embora de 1999, me satisfazia todas as minhas necessidades?

    Grato pela atenção desde já dispensada, melhores cumprimentos,

    Rui Alves

    • Boa tarde Rui Alves

      Assim que a seguradora do terceiro assumir a responsabilidade pelo sinistro, terá que o ressarcir de todas as despesas incorridas pelo facto de ter ficado privado de viatura. Isto inclui a despesa de aluguer de viatura.

      Quanto ao valor da perda total, esta divide-se em dois: salvado e indemnização. O salvado pode ser vendido à empresa que compra salvados e que vai identificada na carta que vai receber com os contactos para efectuar a venda. Recebe a indemnização directamente da seguradora.
      Deverá pesquisar na internet o valor actual da sua viatura e comparar com a proposta que lhe fazem.
      Imaginemos um Hyundai Atos de 1999 – vale entre 950 euros e 1.150 euros. Se a seguradora oferecer dentro destes valores, está tudo bem
      Doutra forma, terá que ir a tribunal para poder obrigar a seguradora a pagar uma viatura nova ou a repor a mesma como estava e vai demorar anos infelizmente.

  2. Bom dia,
    Ontem as 17h embati num carro estacionado atras de mim. Ao iniciar a marcha deixei o carro ir abaixo e como estava com fortes dores na perna direita (por doença nao pela batida) nao consegui ter logo reacção. Acontece que a mossa no outro carro é como se de uma bola de reboque ou algo semelhante se tratasse mesmo no meio do pára choques superior e a minha xsara Picasso não tem nada atrás que faça aquela mossa e o meu carro ou dela nem têm riscos ou afins do acidente. Tenho serias duvidas sobre se a mossa foi feita por mim ou ja existia. Eu disponibilizei me na mesma em assumir a culpa,sendo que nao tinha como saber se fui eu ou nao. Mas acontece que mais tarde o meu esposo foi com a declaracao para eles preencherem,porque eu ja tinha preenchido e o meu esposo disse isso mesmo que tinha duvidas e etc,a pessoa ficou muito ofendida e agora nao assinou ou preencheu a declaracao. Queria pelo que percebi arranjar e entregarem me a factura. Ora eu nao quero tenho seguro para alguma coisa. Gostava de saber como devo proceder e se dá para saber se afinal a mossa foi minha culpa ou ja existia e querem aproveitar se da minha boa vontade. Ja que me conhecem e sabem que sou muito de resolver tudo sem confusoes. Pode me ajudar???
    Obrigado Marta

  3. Olá
    No passado dia 2 deste mês tive um pequeno embate, preenchemos a declaração amigável e na altura a senhora disse que lhe tinha ficado a doer um dedo mas que não era nada, que passava. Hoje ligou-me que não consegue mexer os dedos, nem fechar a mão e que lhe disseram para ir ao hospital com os dados da minha seguradora, mas a declaração amigável está em como não houve feridos e ela assinou.
    Qual a probabilidade de me ser imputada alguma responsabilidade?
    Obrigada

  4. Boa noite,
    Tenho uma duvida relativamente ao agravamento do seguro a utomovel… Devemos sempre em caso de sermos culpados meter as despesas do outro veiculo ao seguro? Ou existe algum limite?
    Este ano não tenho tido sorte, e apesar dos acidentes serem sempre ligeiros, hoje tive o terceiro sinistro.. Mais uma vez culpa minha.. Se meter ao seguro posso esperar por um agravamento do mesmo?
    Obrigada
    Carla

  5. Francisco Beirão

    A minha esposa seguia numa estrada Municipal junto a uma bomba de combustível uma recta com boa visibilidade, em sentido contrário vinha um outro veiculo que quando foi avistado pela minha esposa seria um cruzar normal entre os dois veículos. Quando os veículos se iam a cruzar, o condutor que seguia em sentido contrário ao da minha esposa, sem fazer sinal de mudança de direcção para a esquerda, virou repentinamente, atravessando-de na faixa de rodagem onde seguia o veiculo da minha esposa, Esta como não estava a contar com aquela manobra inesperada por parte do outro condutor e para evitar o embate desviou instintivamente o seu veiculo para direita indo embater num posta junto as bombas de combustível. o outro condutor aproveitando-se da ocasião retirou o veiculo que ficou imobilizado na faixa contraria e foi estacionar dentro do parque das referidas bombas de combustível. Tendo-se digerido junto da minha esposa dizendo que se tinha encandeado com o sol. Passado algum tempo e após ter ligado para alguém, começou a dizer que mão tinha nada a ver com o acidente. A minha esposa tem testemunhas como ele se atravessou na sua faixa de rodagem. Só que o mesmo não assumiu. gostaria de saber o que fazer caso não me venham a dar razão Obrigado.

  6. Boa noite
    Sr Pedro
    Acabei de ter um acidente de viação na Amadora na Avenida Elias Gracia no cruzamento que com a Rua Alfredo Kiel
    eu vou a circular na faixa da direita ao chegar a passadeira paro para da passagem ao peão que estava a passar de seguida arranco com cuidado visto que tenho de ceder a passagem aos veículos que circulam do lado direito , em seguida avanço devagar e avanço já estou em cima dais raias amarelas logo em seguida o veiculo que vem da lado direito bate me na porta do pendura do meu lado eu já estou a passar o cruzamento quando se da o acidente
    foi chamada a policia de transito para avaliar o acidente , os mesmos tomaram conta da ocorrência foi preenchida a declaração para a policia
    a minha questão e saber sou culpado nesta situação visto que ele bate me já na porta do pendura
    com os melhores cumprimentos

  7. Boa noite,
    Tenho uma dúvida poderia esclarecer-me.
    Um automóvel mal estacionado, por exemplo, na berma da estrada mas com uma parte do automóvel na faixa de rodagem, pode ser culpado se alguém for contra ele? Obrigado

  8. Ola a todos,
    Estou numa situação bastante preocupante. Fui atropelada numa passadeira, os bombeiros, o INEM e a PSP estiveram no local, tudo foi feito com o proprietário do veiculo que me atropelou. Este acidente ocorreu na minha hora do almoço do trabalho. Depois do hospital fui contactada pela minha entidade patronal que me mandou ser vista pelo centro do saúde deles. Em 2 meses e meio fui vista por 5 médicos diferentes, nenhum deles me tirou a roupa para ver os danos, nenhum deles fiz o necessário para perceber porquê desde o acidente estou com diarreia (desculpe). A ultima médica que vi disse-me “minha senhora não tinha nada de partido e o seguro disse para você ir trabalhar”. Fiquei chocada, sabendo que ainda tenho muitas dores, ainda tenho diarreia, e mais outros inconvenientes. Recusei assinar a baixa no centro e fui a minha médica, estou de baixa desde então, a 1 meses e meio, sou vitima e ainda tenho que provar. O seguro do veiculo diz que não é com eles, e que tenho de ver com o seguro do trabalhar, o seguro do trabalhar não querem saber, nem os meus exames não me querem dar. Não estou a receber do seguro e estou a pagar novos exames do meu bolso, assim como a medicação. Não sei como provar os danos para o seguro me pagar as despesas. Estou perdida! Não estou fisicamente, nem moralmente pronta para trabalhar, estou mais a seguir para a depressão além das dores físicas e ninguém esta preocupado com a minha saúde! A PSP disse-me para fazer queixa contra os 2 seguros, nem sei que queixa devo fazer o como fazer?
    Por favor estou desesperada, ajudem-me.
    Motinha

    • Exmª Sr.ª Fátima Mota,

      Face ao teor da sua questão, foi solicita reunião via e-mail, pelo que lhe pedimos para o verificar.

      PS – nos termos protocolados, pode usufruir de uma reunião gratuita para mais esclarecimentos ou exibir documentos.

      Visite http://www.ribeiroteixeira.pt

      Cumprimentos,
      José Ribeiro Teixeira – advogado

  9. Ola muito boa tarde . Sei que a pergunta estaum bocado fora do contexto dos seguros mas se me pudesse ajudar agradecia imenso.
    No caso de eu ter menos de 3anos de carta , posso ficar sem carta se tiver um sinistro em que eu sou o culpado sem recurso á chamada das autoridades? Preenche-mos a declaração amigavel e assim ficou resolvido , so me falta entregar na seguradora, ainda assim posso ficar sem carta ? Se alguém me puder ajudar agradeci-a. Desde ja obrigado.

  10. João Alexandre

    Boa noite. Gostaria de colocar umas questões. No preenchimento da declaração amigável quem é o segurado e o tomador do seguro? Se essa distinção for preenchida de forma incorreta mas inequivocamente um dos condutores for culpado e a declaração amigável estiver assinada pelos dois condutores, as seguradores analisam o acidente e decidem baseadas nos factos ou levam em atenção essa designação (segurado/tomador do seguro) para decidir a quem atribuir as culpas?
    Obrigado.

    • Caro João

      Normalmente o tomador do seguro e o segurado são o mesmo num seguro automovel. E não é necessário preencher o campo do segurado. Basta o do tomador
      Mas se sabe que o tomador do seguro é uma entidade e o segurado é outra, então coloque essa informação na declaração amigavel.

  11. Boa noite. No dia 30 de Janeiro um camião bateu-me por trás no meu carro. Preenchemos a DA em q ele se deu como culpado.Depois de analisarem os estragos deram-me perda total do veiculo porque faltava 1000€ para q a operação fosse f e que ainda usariam o dinheiro do carro de substituição se eu abdicasse dele. Como na oficina me dizem que a reparação e viável aceitei pagar 1000€ e abdicar do carro. Acho esta situação muito injusta.posso fazer alguma coisa?

    • Cara Liliana

      Poderia contestar o valor da seguradora e pedir os 1000. Se eles não aceitassem, poderia recorrer ao CIMPAS.
      Por 1.000 nem vale a pena recorrer à via judicial.
      É injusto, sim senhora.

  12. Ola!

    Tive um pequeno acidente onde a minha porta lateral traseira se encontrava aberta com a minha mãe entre a porta e o carro a despedir-se do meu filho de 2 anos quando o outro veiculo surgiu em sentido oposto e bateu com o espelho retrovisor na minha porta.
    Fui considerada culpada mas não concordo pois no relatorio do perito diz que sou a culpada por o ocupante ter aberto a porta na altura em que o outro veiculo passou, o que não corresponde de todo á verdade pois a porta já se encontrava aberta e já tinham passado veiculos no mesmo sentido e em sentido oposto. Reclamei com o meu agente que me disse que não era nada com ele e que tinha que enviar um email para os Sinistros. Já se passou uma semana e ainda não obtive nenhuma resposta, o que posso fazer agora?

    Obrigada

    Gisela Silva

    • Cara Gisela

      Terá que provar que a porta já estava aberta quando bateram na sua viatura.
      Testemunhas, por exemplo.
      Caso contrário, será sempre a responsavel pelo acidente. É como quem bate por trás ou quem faz marcha-atrás – sempre o culpado.

      Quanto ao comportamento do seu agente, um conselho – mude de agente. Ele era obrigado a auxiliá-la neste processo.
      Segue meu mail se futuramente desejar conhecer os nossos serviços: sitedosseguros@gmail.com
      Estou ligado a uma grande corretora de seguros nacional.

  13. Bom dia!Ontem na rotunda de Loures eu encontrava-me parado na via principal atrás de 3 carros para entrar na respetiva rotunda quando um camião que se encontrava dentro das bombas de gasolina da BP recuou e bateu-me de lado no carro!O condutor pediu-me para ir atrás dele até à oficina de inspecções de Vila do Bispo (perto do parque das nações) e lá preenchemos a declaração amigável em que o condutor do camião se dá como culpado, mas há um senão que foi o facto de não termos preenchido a parte de trás da declaração!Será que vou ter problemas com isso?E agora como devo proceder?Ir a uma oficina com meu carro e depois?Obrigado pela sua atenção

    • Caro Pedro Rodolfo

      Ambos os condutores apenas preenchem a parte da frente da declaração amigável e assinam no local do acidente. Cada um fica com uma cópia. Antes de entregar à seguradora, deve preencher a parte de trás com a sua versão e o tomador do seguro assina no final.

  14. Olá Boa tarde Pedro,
    No passado dia 30 tive um acidente. Chamei as autoridades para tomar conta da ocorrencia.

    Apos contornar um edificio, e enquanto avançava, deparei-me com um veiculo que circulava á minha frente. Em sentido oposto, circulava o marido da condutora do veiculo que estava à minha frente.A sra por instinto e sem qualquer precaução, travou o carro a fundo imobilizando-no meio da faixa de rodagem, para falar com o marido (que só conseguiu parar 30 metros ou mais à frente).
    EU bati por trás… e a velha máxima aplica-se, sendo repetida pelo meu mediador… será sempre o culpado do acidente porque a companhia alegará que não manteve uma distancia de segurança. Que distancia é esta, pergunto eu? Não me considero culpado de um acidente, mas sim vitima de inconsciência de outrem, que numa estrada deserta estanca um carro no meio de uma via sem qualquer tipo de razão válida, a não ser “vi o meu marido, e travei”. A sra deu-se como culpada, mas entretanto mudou de ideias para “vamos ver o que dizem as seguradoras”… Enfim…Existem piscas, espelhos, cuidados a ter na estrada etc…Não me conformo.
    Não sei se me pode ajudar. Mas no meu caso, as coias são assim tão lineares?

    • Caro Bruno

      O seu agente tem razão: será sempre o culpado do acidente porque a companhia alegará que não manteve uma distancia de segurança.
      A culpa moral nos seguros não existe.
      Lamento.

      • Levarei isto até onde for possivel, e caso não se faça o minimo de justiça, a culpa moral em mim tambem não existirá… e lamento tanto como a seguradora. Olho por olho, dente por dente.
        Conheço a sra, e acredite que futuramente travarei a fundo… porque acredito, e agora sei, que posso travar e estancar um carro por “Dá cá aquela palha”. E porque um dos meus carros precisa de repintar a traseira. Sim, não tenho moral… Aprendi (não consigo, sr Pedro), mas com as seguradoras em Portugal.

        • Caro Bruno

          Compreendo a sua “fúria”. Mas atenção que, se houver testemunhas idóneas ou imagens video, o caso pode mudar de figura.

          • Olá Sr Pedro, mais uma vez…
            Isto poderá ir a lado nenhum… Mas é por isso que vou batalhar, seja onde for.
            È precisamente aqui (aí) que eu quero chegar… Não poderá existir dois pesos e duas medidas para uma batida deste género, ou seja, dois tipos de inconsciência, a propositada e a despropositada. Há culpa moral num acidente, e a seguradora tem de investigar, penso eu. Não se faz uma travagem a fundo no meio de uma via, porque nos cruzamos com um conhecido (se só consegue parar em 100 metros) que vai de carro em sentido oposto… Não é um encontro entre dois carros que afrouxam para conversar. È uma travagem a fundo, despropositada. Isto não pode (não deveria) ser assim.

          • Bruno

            Accione a protecção jurídica do seu seguro.

  15. Boa noite
    Gostaria, se possivel da sua opinião.
    Hoje tive um acidente. Ia na minha faixa, quando se atravessou á nossa frente um carro vindo da direita que não parou ao STOP e bati-lhe de lado. A pessoa soube perfeitamente que não parou ao STOP, pois quando saiu do carro até usou a expressão ” como é que eu não vi o STOP” mas quando a policia alegou que parou ao STOP e seguiu e que eu é que vinha com velocidade. Estavamos a circular dentro de uma localidade e numa estrada com aquelas lombas largas dos quais tinhamos acabado de passar uma, o meu carro é um Audi A2, a frente é muito baixa tenho que passar as lombas devegar se não partia o para-choques cada vez que passa-se uma por isso nem sequer deu tempo para ganhar velocidade muito menos mais de 50 km´s por hora. Qual acha que vai ser o desfecho?

  16. Boa tarde,
    Excelente iniciativa. É de louvar, o empenho e a atitude em ajudar o próximo do Sr. Pedro Monteiro.

    O meu muito obrigada pelas diversas opiniões e esclarecimentos que tem prestado.
    Abraço, e bem haja.

  17. Boa tarde. Ontem tive um acidente com um carro de matrícula espanhola..
    ele deu-se como culpado, mas nao quer meter no seguro.. preenchemos a DA so k ele so assinou a parte de tras do duplicado e não levou nem a original nem o duplicado…

  18. Boa tarde,

    Na passada 6ª feira tive um acidente devido a uma total e completa falta de civismo na estrada! Seguia na faixa mais à direita da AE, como manda o código da estrada, o trânsito estava muito lento e a fila era enorme. A poucos metros da minha saída e ainda com o carro em ponto morto, porque a velocidade a que seguíamos não dava para mais, dei por mim a ser albarroado por um fulano que se apresentava à minha esquerda e que literalmente se enfaixou na minha faixa. Daqui resultaram apenas prejuízos materiais, mais na minha viatura que na dele. Embati na lateral esquerda da outra viatura, na parte de trás, e ele na lateral esquerda do meu carro, mas na parte da frente.

    Uma vez que o trânsito estava condicionado, creio que a questão da distância de segurança não se coloca, correcto?

    Questionei o meu mediador que me disse que nestes casos raramente a responsabilidade é imputada ao outro condutor… é assim mesmo? Vou ser responsabilizada pela consequência da pressa do outro condutor, quando seguia tranquilamente e ao ralenti na minha faixa?

    Preciso ouvir uma 2ª opinião para tentar aliviar um pouco a pressão destes últimos dias.

    Obrigada, desde já, pela atenção.

    • Boa tarde Vânia

      Pelo que percebo, a Vânia ia em fila na sua faixa de rodagem e foi abalroada por um outro veiculo que invadiu a sua faixa. Qual é a dúvida da respossabilidade do condutor que a abalroou? O seu Mediador disse que a Vânia era responsável. Se o que escrevi está correcto então o meu colega não percebe o que está a fazer ou a dizer. Perdoe minha franqueza. Contudo, quem decide são as seguradoras. Aguarde pelo desenrolar do processo.

      • Obrigada pela resposta Pedro 🙂

        De facto, pensando assim não parece restar qualquer dúvida. A questão é que fui eu que bati quando ele “invadiu” a minha faixa, mas sem testemunhas é difícil provar que não tive a mínima oportunidade de travar e evitar o embate.

        A estrada até era ligeiramente inclinada, tanto que consegui avançar em ponto morto… bem, resta-me aguardar então.

        Pode ser que o seu colega esteja redondamente enganado e eu possa, finalmente, voltar a dormir descansada!

        • Vânia

          Bateu no carro? Foi na traseira do carro do outro condutor? Se for assim, o caso pode ficar complicado. E se não tem testemunhas….

          • Se quer que lhe diga, nem consegui perceber bem quem bateu em quem. A verdade é que sim, ele está batido na parte de trás do lado direito (embora não se note muito), e eu tenho estragos (bastantes) à frente. O capot amolou, o pára-lamas partiu… pois é essa a minha preocupação. Para mim o acidente foi muito claro, mas sem testemunhas perde-se essa clareza 😕

  19. Boa Noite Sr. Pedro

    No passado dia 10 de agosto tive um sinistro do qual nao tive qualquer responsabilidade , participei a minha companhia tudo direitinho , foi feita peritagem por Ids e fiquei a aguardar a ordem de reparação ,passou uma semana e visto que não tinha resposta liguei e disseram -me que a oficina iria receber ordem para proceder a reparação da viatura . Visto que eu não tenho interesse a reparar a viatura posso receber o valor da reparação certo ? Já paguei os 10 % do valor da reparação a oficina pelo serviço do orçamento .

    Cumprimentos
    Nuno silva

  20. Bom dia!
    A necessidade aguça o engenho e é bem verdade!
    Só agora que tive necessidade descobri este blog muito útil!
    No passado dia 07-07-2013 ao vir do trabalho tive um acidente de mota, que se desenrolou da seguinte forma.
    Vinha eu a ultrapassar pela esquerda numa faixa de rodagem com duplo traço continuo onde tinha margem para isso sem infringir o código da estrada, quando um carro que seguia a minha frente ligou o pisca e virou a esquerda, não tive tempo de parar e embati na roda da frente do mesmo, caindo logo de seguida.
    Chama-mos os bombeiros e a policia, preenchemos a declaração amigável, eu recebi apenas assistência no local, pois os meus ferimentos eram ligeiros.
    A peritagem da mota já foi feita, e a seguradora disse que aguardam a atribuição das responsabilidades, pergunto então se eu não tenho direito a uma mota de substituição e visto que o capacete deve de ser trocado sempre que há um acidente, como devo eu fazer para que me seja pago um novo?
    Desde já o meu muito obrigado

  21. Boas, no dia 20.05 um veiculo bateu na minha mota mandando esta para o chão, o Sr. deu-se com culpado. Meti a mota na oficina e enquanto esperava pela peritagem deram um veiculo de substituição que passado 5 dias me retiraram.
    Quando foi dado ordem de arranjo no relatório diz que o inicio e o fim da reparação é dia 3-06, neste dia deram me o veiculo de substituição que entreguei no dia 4-06, visto que o arranjo seria de 1 dia. quando fui há oficina informaram-me que como as peças vem do japão só chegam em agosto, entretanto a minha seguradora recusa-se a dar-me um veiculo de substituição, dizem que eu é que escolhi a oficina no entanto quando lhes pergunto pela oficina deles dizem-me que não tem oficinas de motas.
    Eu não sei o que fazer, pois encontro-me sem forma para me deslocar. Nem sei os direitos que tenho em termos legais. Se me pudesse esclarecer agradecia.
    Cumprimentos

    • Boa tarde Ana

      A seguradora não é responsável pela falta de peças nas oficinas. Embora seja o meu entendimento que a seguradora deva assumir as despesas ocorridas derivadas da privação da mota.A seguradora a que me refiro é a do responsável. Reclame à mesma e apresente as despesas de transporte.
      Cumprimentos

  22. Bom dia, tive um acidente na passada 2.ª feira, ao qual queria que me elucidasse se terei razão ou não da mesma.
    Ao descer a Av. Gago Coutinho (areeiro ➡ aeroporto),entrei na faixa de rodagem que dá continuidade para a Av. Marechal António Spinola (conhecida por continuação da Av. E.U.A.), onde a minha frente transitava um veiculo, também em marcha “lenta” +/- 30 Kms hora), uma vez que existe sempre veículos estacionados em cima do passeio, e impede a correcta visibilidade, se existirá ou não, algum veículo a sair de um parque de estacionamento, existente do lado direito. Ao estar atento ao veículo que transitava a minha frente, vi inclusivamente o condutor a olhar para a sua esquerda, ao qual, como é habito de vários condutores, terem o mesmo procedimento, tentam logo entrar na faixa de rodagem do meio, sem darem continuidade a faixa reservada aos veículos que dão início a entrada na Av. Marechal António Spinola, que tem a prioridade na mesma. Passo no mesmo cruzamento 5 a 6 vezes por dia, e já não tem conta quantas vezes que já impedi colisões com os mesmos, onde chego a ser acusado de passar o sinal vermelho, para tentarem justificar os seus erros e má conduta de condução. O condutor que circulava a minha frente, ao dar conta de um veículo que descia a Av. E. U. A. velozmente, o mesmo que tentava entrar para a faixa do meio, acabou por travar bruscamente, onde o tempo de reacção e travagem, não foi o suficiente, para impedir um toque na traseira do veículo. O condutor começou por dizer que havia parado por causa do sinal vermelho, o que lhe perguntei, se assim é, porque o sinal encontrava-se por detrás do meu veículo?

    Então começou por dizer que não se dava por culpado e eu por ter batido na sua traseira, era sempre culpado. Recusou-se a preencher a declaração e chamou a polícia para levantamento de ocorrência.

    Se eu estivesse desatento, eu nem discutiria o assunto e assumia o sinistro, mas o caso é que o mesmo, sem causas ou motivo aparente, travou bruscamente, onde a via estava desimpedida e não existia causa para a sua travagem brusca, como tentava fazer uma mudança de faixa em local impróprio.
    Tive uma testemunha inclusive a meu favor.

    A minha seguradora sem me consultar deu-me como culpado e eu gostaria de saber se assim é. Porque sinto-me desresponsabilizado de uma atitude, de uma má condução do condutor que seguia a minha frente.

    Penso que terá de haver alguma cautela, por parte da lei, em situações destas, porque, no meu ver, estará a abrir um precedente, para quem tiver batidas na sua traseira, com manobras, o mesmo é só fazer o que este condutor fez e terá garantido o arranjo, gratuito.

    Aguardo vosso parecer e ajuda neste caso.

    Obrigado
    Jorge Conde

  23. Tive 1 acidente esta semana, estava parada num somafro, quando o somafro deu o verde, eu arranquei, veio um viatura e arrancou tambem e bateu-me no somafro no lado direito, essa viatura não estava na fila para passar o somafro, veio pela esqueda e meteu-se e bateu.Eu não sou culpada, mas a seguradora da pessoa esta a meter entraves a minha seguradora diz que a pessoa é culpada. não sei o que hei-de fazer.

  24. descobri hoje este site e, muito honestamente gostei, mas permitam-me que deixe aqui um alerta para algumas incorreções que verifiquei:
    não confundir excesso de velocidade com velocidade excessiva, nem confundir vias de transito com faixa de , nem linha continua separadora de sentidos de transito ou separadora de vias de transito, são coisas totalmente diferentes. Sou da BT e (infelizmente) trabalho muito nesta area

  25. Boa noite tenho uma pequena duvida , tive um acidente semana passada. Estava parado no vermelho e outta viatura embateu na minha traseira dando-se como culpado acontece que entretanto foi me marcada a peritagem da minha viatura e eu por distraçao bati com a traseira num muro em minha casa o que danificou a viatura mais do que ja estava . A minha duvida é a seguinte: visto que a viatura me estragou a traseira e eu tambem bati no muro de minha casa antes da peritagem como se ira proceder a means ?

  26. Bom dia,

    em caso de declaração amigável e o outro condutor se dar como culpado como devo fazer? a declação é entregue por ele na seguradora dele? Também tenho que entregar na minha?

    • Boa noite João

      Quem determina a culpabilidade no acidente são as seguradoras após análise dos elementos enviados.
      Cada interveniente deve entregar uma cópia na respectiva seguradora, tratando-se de acidente com declaração amigável assinada por ambas as partes.

  27. Duarte Assunção

    Muito obrigado pela resposta Pedro! Pois a minha seguradora já disse que em principio é os 50/50. mas posso contestar, ou pela sua experiencia vai dar em nada? Parabens por este site ´deveras muito util para quem tem duvidas. Obrigado

    • Duarte Assunção

      Desculpe não tenho testemunhas!

    • Caro Duarte

      Conteste por escrito. Informe que a outra viatura estava a sair de um estacionamento e que o Duarte estava na faixa de rodagem.

      • Duarte Assunção

        Obrigado Pedro, vou fazer isso obrigado. Uma duvida eu escrevo para a minha companhia ou para a do outro? Em principio quem me irá notificar do resultado se vai ser 50/50.?

        • Se preencheram a declaração amigável e o sinistro ficou enquadrado como IDS, basta escrever para a sua seguradora.

          • Duarte Assunção

            Olá Caro Pedro bom hoje liguei para o meu seguro e disseram que o processo esttava em aberto mas que a companhia dele tinha me dado razão pois pelo desenho eu ja estava na faixa de rodagem e ele saía do esttacionamento. Segunda vão me dizer algo. obrigado Pedro pela sua ajuda de qualquer maneira quando tiver o resultado posto aqui.
            Mais uma vez obrigado por este blog fantástico. Abraço

          • Olá Pedro, liguei para a seguradora hoje e confirmaram, ganhei o acidente, quartta feira vou levar o carro para peritagem.
            Obrigado Pedro e um abraço!

  28. Duarte Assunção

    Olá tive um acidente hoje, passo a explicar, vou a circular na via da esquerda,numa via com duas faixas de rodagem no mesmo sentido, e vejo o transito parado do meu lado, e a via a direita livre,faço pisca e mudo de faixa, ao mudar de faixa estava um carro estacionado em cima do passeio e desloca se para a via da direita e colidimos, eu já estava quase todo dentro da faixa. quem é o culpado. a meu ver será ele pois estava estacionado e iniciou a marcha. estarei errado??’

  29. boa tarde eu tive um acidente no dia 24-05-2012 pelas 14h05 na estrada de moncarapacho /quelfes . que ao ter efectuado uma ultrapassagem correcta . e passados alguns metros a frente um indivíduo me bateu na traseira da mota quando eu estava a efectuar pisca a direita . ele me bateu e me arrastou uns 6 metros por debaixo da mota . fiquei ferido a mota danificada . foi chamado as autoridades PSP ao qual tomaram conta da ocorrência . fui transportado para o hospital de faro . e no dia quando cheguei a casa de imediato fix a declaração amigável em que o sr da outra viatura se negou assinar. como fico eu nesta situação a mota foi para abate eu sem dias de poder trabalhar e a companhia ainda não me disse nada .

  30. Boa noite
    é o seguinte
    A uns dias tive um acidente e bati num sujeito por tras a entrada de uma rotunda logo…fui culpado e esse sujeito nao quis preencher a declaraçao amigavel e chamou logo a psp.
    A minha duvida é:
    Deverei fazer na mesma a declaraçao mas sem os dados deste condutor e entregar na minha seguradora? (apesar de ser eu o culpado)

    Ja agora eu gostaria de reparar o meu veiculo mas nao sei se o poderei fazer porque ja me disseram que tera de vir um perito da seguradora do outro condutor avaliar tambem os danos do meu carro para verificar se coincidem com o dele,,seré possivel tirar fotos do meu veiculo e manda-lo reparar?

    • Boa tarde Ricardo Lobo

      Tem que enviar a declaração para a sua seguradora com os dados que tiver do outro envolvido.
      Se já tem conhecimento que a sua viatura vai ser peritada, não pode reparar a mesma sem ela ser vista.
      Mas não vejo motivo para haver peritagem na sua viatura tendo em conta as circunstâncias do acidente, logo, poderá arranjar a mesma.
      É uma boa ideia fotografar os danos. Até poderá enviar para a sua seguradora.

      • Sim alias a minha seguradora disse-me para fazer isso, para tirar fotos antes de mandar arranjar.
        é verdade eu também não vejo razão para ser peritada…mas como não fizemos declaração amigável sei que os seguros nesse caso são mais cautelosos e podem enviar um perito para cada viatura mesmo eu m dando como culpado.
        Em relação á declaração amigável liguei hoje para a minha seguradora e disseram que não é necessário visto que entreguei o relatório do acidente com os meu dados e os do outro condutor

  31. Boa tarde,

    Tive um sinistro com culpa de 3º.DAAA corretamente preenchida.O meu Veículo ficou imobilizado. A minha companhia e que está a regularizar o meu sinistro, recusa-se a disponibilizar veiculo de substituição alegando que tal só verificará pelo estrito periodo de reparação. Tenho pesquisado e encontrei o DL 291/2007 DE 21/08. Entretanto tive que alugar viatura uma vez que é imprescindivel para o meu uso diário e porque acredito que é um direito que me assiste.
    Agradeço a sua apreciação.
    Cumprimentos,
    Carla Ribeiro

    • Boa tarde Carla

      Leu o artigo 42 do DL 291/2007 referente à atribuição de veículo de substituição, certo?
      Segundo o ponto 1, a seguradora é obrigada a ceder veículo de substituição a partir do momento em que assuma a responsabilidade pelo sinistro. Uma peritagem não significa que a responsabilidade seja assumida pela mesma.
      Só quando há ordem de reparação da viatura é que a seguradora assume a responsabilidade pelo sinistro e tem o ok da outra seguradora do outro sinistrado.
      Nessa altura é que é atribuída viatura de substituição. Leia o ponto 6 do mesmo artigo.
      Contudo há casos em que as seguradoras facilitam a vida quando se recorre a oficinas recomendadas, porque nessas, o segurado deixa o carro para ser peritado e só o entrega quando este é reparado. Corolário do ponto 6 do mesmo artigo
      Segundo o ponto 5 do mesmo artigo, a Carla tem direito a ser indemnizada pelos prejuízos de ter ficado sem viatura. Se na peritagem for comprovada a efectiva imobilização da viatura, a seguradora está obrigada a assumir a viatura de substituição a partir dessa altura até a sua viatura ficar reparada.
      Cumprimentos

  32. Boa tarde Pedro,

    Recebi hoje uma carta da minha seguradora, dizendo:

    ” … concluimos que a responsabilidade pelo atropelamento pertence a V.ª Exa., por infracção ao disposto no n.º 1 do Art.º 24 do codido da estrada, uma vez que “O condutor deve regular a velocidade de modo a que, atendendo às caracteristicas e estado da via e do veiculo, à carga transportada, `s condições metereologicas ou ambientais, à intensidade do transito e a quaisquer outras ciscunstancias relevantes, possa, em condições de segurança, executar as manobras cuja necessidade seja de prever e, especialmente, fazer parar o veículo no espaço livre e visivel à sua frente. ”

    Ora, estou completmente indignado, pois como já lhe tinha dito antes, eu seguia na minha hemi-faixa (direita), a velocidade moderada e dentro da legalidade e atendendo ao piso molhado, e nunca podia prever que um peão se fosse atirar para o meio da estrada (estrada nacional, onde na minha faixa de rodagem existem duas hemi-faixas e está-se a abrir uma 3ª) do nada e ficasse quase parado na mesma hemi-faixa que eu. ” .. fazer parar o veículo no espaço livre e visivel à sua frente.” Antes de mais, o espaço livre e visivel à minha frente não existia, pois todo o espaço que eu normalmente teria para fazer parar o veiculo estava obstuido pelo peao que se encontrava à minha frente, logo era completamente impossível parar naquele espaço.

    Mais ainda, foram violados pelo peão vários artigos do código da estrada e do código civil: artigo n.º 101 do codigo da estrada: ” 1 – Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente. 2 – O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível.” ; artigo nº 99 do codigo da estrada: “1 – Os peões devem transitar pelos passeios, pistas ou passagens a eles destinados ou, na sua falta, pelas bermas. 2 – Os peões podem, no entanto, transitar pela faixa de rodagem, com prudência e por forma a não prejudicar o trânsito de veículos, nos seguintes casos: a) Quando efectuem o seu atravessamento; b) Na falta dos locais referidos no n.º 1 ou na impossibilidade de os utilizar; ” ; artigo nº 483 do codigo civil: ” 1. Aquele que, com dolo ou mera culpa, violar ilicitamente o direito de outrem ou qualquer disposição legal destinada a proteger interesses alheios fica obrigado a indemnizar o lesado pelos danos resultantes da violação. ” .

    Portanto:
    A inobservância de leis e regulamentos e, em particular, o desrespeito de normas de perigo abstracto, tendentes a proteger determinados interesses como são as regras estradais tipificadoras de infracção de trânsito rodoviário, faz presumir a culpa na produção dos danos daí decorrentes ao peão.
    O sinistrado que, além de violar o dever geral de diligência, inicia a travessia da faixa de rodagem sem previamente se certificar que o podia fazer sem perigo de acidente, saindo de um separador central onde não se poderia encontrar, e tendo já atravessado indevidamente a outra faixa de rodagem (2 hemi-faixas) até esse separador, pratica a contra-ordenação prevista nos artigos 99º, nºs 1 e 2 al. a) e 101º do Código da Estrada e é o único culpado do acidente.

    Age com culpa a vítima que atravessa a estrada fora da passagem a isso especialmente destinada e se coloca à frente do veículo atropelante, cortando-lhe a linha de marcha.
    Em tais circunstâncias, não é culpado o condutor do veículo que seguia a uma velocidade inferior a 50 Km horários e que, ao aperceber-se da presença da vítima, travou de imediato, imobilizando a viatura no espaço de poucos metros.
    O condutor que cumpre as regras de trânsito não pode ser responsabilizado pela imprevidência dos outros (condutores e peões).

    O que que eu poderei fazer? Já não sei o que fazer e está situação está a dar cabo de mim. Seguia legal e calmamente para o meu trabalho e de repente isto acontece e eu é que ainda sou dado como culpado?!

    Eu acho que a companhia de seguros como viu que não conseguiria reaver nenhum dinheiro por parte do peão, pois este não tem seguro, decidiu dar-me como culpado para depois ir buscar algum dinheiro no que eu terei que pagar a mais por supostamente ter sido culpado, e que a companhia não quer saber de mais nada a nao ser isso.

    O que poderei fazer daqui para a frente?

    Muito obrigado,
    Pedro Oliveira

    • Boa tarde Pedro

      Terá que consultar um advogado e se ganhar o processo, pode pedir à seguradora o ressarcimento das despesas judiciais dentro dos limites constantes nas condições da cobertura de Protecção Jurídica.

  33. Boa noite,

    À dias tive um acidente envolvendo um pião.
    Eu conduzo uma mota, GSXR 600.
    Dirigia-me para a faculdade, num dia de chuva. Estava na estrada nacional, e de repente, uma senhora de 60 anos decide atirar-se para o meio da rua e atravessar 2 hemi-faixas da estrada nacional sem olhar, e num sitio onde não existem passadeiras perto.
    Deslocava-me à velocidade permitida por lei. Obviamente que tive de travar a fundo para tentar não atropelar o peão, e como o piso estava todo molhado devido às condições do piso, e a mota sem ABS, a roda de tras derrapou totalmente e perdi o controlo da mota, que caiu para o lado direito e derrapou durante uns metros. Eu também raspei o chão com a mota, mas tinha todas as protecções, apenas me arranhei na anca.
    Infelizmente a mota apanhou a senhora, pois a mota “dançou” e ao deslizar pelo chão acertou no peão. Foi chamada a policia e o inem, tudo foi tratado. Eu tenho seguro, tenho testemunhas que viram tudo o que aconteceu. O peão foi levado para o hospital e ficou internado. Eu também dei entrada para fazer um raio-x à anca.

    A minha dúvida reside no seguinte:
    é óbvio que a culpa neste caso é do peão, que se atirou para a estrada. Eu na tentativa de me conseguir desviar e não atropelar a pessoa, e devido às condições metereológicas adversas perdi o controlo da mota quando a roda de tras fugiu e fui embater no peao. O peao provocou a queda e o acidente. O relatório da policia está do meu lado, bem como as testemunhas.
    Eu gostaria de saber é que chances é que eu tenho de ter os danos pagos. Eu tenho seguro, mas não sou eu que tenho que pagar nada, pois a culpa não foi minha. Logo, o peão terá que ser responsabilizado pelos danos na mota, e pelos danos no material de protecção: capacete, luvas, casaco, mochila, calças, etc..
    Mas o preocupante é que não foi um acidente carro-carro, ou carro-mota, em que os dois tem seguro e está tudo resolvido. Como foi um peão, o peão não tem seguro, nao é obrigado a ter. O caso vai ter que seguir para tribunal penso eu. Mas e se o peão nao tiver dinheiro para pagar os danos? Como irá pagar? Eu preciso da mota para ir trabalhar todos os dias, já estou à 3 semanas sem ela. Como poderá o caso solucionar-se?
    Ainda por cima a peritagem tem que ser condicional, mas a peritagem custa dinheiro, tem que ser paga pelo peao, mas tudo terá que ir a tribunal. Ou haverá outra possibilidade?
    Preciso de ajuda para resolver o problema, não sei o que fazer.

    Cordialmente,
    Pedro Oliveira

    • Bom dia Pedro Oliveira

      Contacte a sua seguradora para accionar a Protecção Jurídica para ver o que é que eles dizem.
      É quase certo que vai ter que ir a Tribunal.

      Para saber mais,
      http://blog.sitedosseguros.com/2010/10/a-utilidade-da-proteccao-juridica-no-seguro-automovel/

      • Bom dia Sr. Pedro Monteiro,

        Muito obrigado pela sua resposta.

        Eu contactei de imediato a minha seguradora, preenchi logo tudo e eles disseram-me que isto teria que seguir por via jurídica.

        O problema é que por via jurídica vai demorar imenso tempo.

        E como deve saber uma peritagem custa 10% do valor da própria peritagem, isto é, quem faz a peritagem recebe 10% do valor total da peritagem. Mas esta é condicional. Como tal a peritagem ainda não foi feita. E mesmo depois da peritagem ser feita, quem pagará a reparação? Tenho que ser eu a pagar os custos todos à priori para depois esperar anos nos tribunais portugueses para veaver o dinheiro? São mais de 1500€ entre danos na mota e no material de protecção. E se a senhora não tiver dinheiro, nao tiver meios para pagar, oque se sucederá?

        Sera que o fundo de garantia automóvel pode ser utilizado neste caso e eles pagam as despesas?

        Cordialmente,
        Pedro Oliveira

  34. Boa tarde,
    tive um sinistro no qual não se chamou as autoridades porque o condutor que bateu na minha viatura deu-se como culpado e não era necessário chamar,será que a minha seguradora vai levar isto em conta dando ele como culpado e ter assinado a declaração amigável?

  35. precisa de ajuda para analisar o acidente que tive a algumas horas atrás. eu estava parado num stop num cruzamento de pousca visibilidade e nao vendo nenhum veiculo vindo da direita meti-me na estrada, nisto vem um carro disparado na minha direita, eu páro instintivamente e o outro carro dá uma guinada e bate no meu carro de lado. o carro estava numa rua com prioridade com duas faixas, sendo q ele estava na faixa da esquerda, sem carros pela direita. O q me preocupa é que me venham dizer q eu não respeitem o sinal de STOP, mas afinal um gajo só porq tem prioridade porde ir num local de passadeiras e cruzamentos a velocidade que quer? estou muito preocupado com o desenrrolar deste acidente uma vez que me sinto inocente, pode-me dar a sua opiniao?

  36. Boa noite desde Já. Eu comprei uma carrinha, fizemos a venda e logo fui a seguradora do meu pai( ficou em nome dele) pra fazer um seguro. Até ai tudo bem… fizemos um seguro e hoje fui levanta-lo hoje e fazer o respectivo pagamento ,(que era pra poder ja andar nela 😉 ) só que ao verificar vejo que a seguradora ou alguém me trocou os números de matricula 🙁 um 26 por uma 25!!!! E agora que eu faço? vou comunicar a minha seguradora, mas não me responsabilizo por nada… não quero pagar um novo !!!! alguem que me ajude e que me diga o que hei-de de fazer

  37. Boa noite… gostava que me ajudassem aqui, ando mmesmo aflito e muito preocupado.
    a cerca de duas semanas tive um acidente de carro, em que depois de descrever uma curva apareceu me um outro carro em sentido contrario mas na minha via… pois o outroveiculo estava a desviar se de um obstaculo e tenho fotos que o comprovam e que enviei para a seguradora.
    o problema é que o outro individuo nao se da como culpado e ainda diz que eu é que ia na via dele…. tendo ele 82 anos. depois do embate o meu carro ficou atravessado na via ocupado 40cm da via do outro e eele ficou completamete atravessado na via dele….
    o policia disse no auto que o acidente tinha sido na via do outro veiculo devido as marcas no pavimento. a colisaõ foi nas laterais dos carros…
    ainda não sei qual a decisao das seguradoras…. gostaria que me dessem uma luz de como isto vai decorrer…. e ainda tenho duas testemunhas queviram o outro veiculo a contornar um obstaculo e a ocupar a minha via…. apesar de so estarem mencionadas na minha participação e nao estarem no auto da policia…. pois estas testemunhas estavam numa obra junto ao local e que vieram ter comigo no dia seguinte…. pedia ajuda e que ilucidassem neste assunto
    obrigado
    luis david

  38. Preciso de ajuda para esclarecer um sinistre que tive ha dias.Passo a descrever:
    Após ter saído de um estacionamento publico (saia de traseira para lado direito), estava já parada para seguir marcha quando um carro embateu na minha traseira no canto do lado esquerdo (arrancando so canto e o paralamas do lado esquerdo). Sou consciente que quem sai do estacionamento é responsavel, mas nesta situação há uma diferença relevante. Sendo que o estacionamento facilitava a manobra, a via era larga e com boa visibilidade e ainda hoje não entendo como foi possivel este acidente. Tenho testemunhas que confirmam que estava parada e em posiçãod e seguir marcha. Qûe lhes parece esta situação?

    • Olá Sofia

      Vai necessitar dos testemunhos para evitar que a responsabilidade do acidente lhe seja atribuída já que estava a fazer marcha atrás. Esses testemunhos poderão provar que estava parada para seguir marcha.
      Cumprimentos
      Pedro

  39. Boa tarde,
    Precisava de uma “pequena ajuda”. Tive um acidente de viação. Na altura encontrava-me parada no STOP num cruzamento. O outro veículo fez pisca para a direita ( a cerca de 10m do cruzamento) e eu avançei em frente. O que sucede é que o outro condutor estava a fazer pisca para encostar após o cruzamento. Preenchemos a Declaração Amigável e ele deu-se como culpado de imediato ( não chamámos a PSP). Na parte da frente da declaração apenas fizemos o desenho e assinámos e na parte de trás as descrições promonorizadas (em como eu estava parada no STOP).
    Acontece que a seguradora dele diz que a parte de trás da declaração amigável não serve para nada e que eu efectivamente pelo desenho não parei no STOP.Como é que eles deduzem isso erroneamente? Já reclamei por duas vezes mas a resposta é sempre a mesma! O que fazer?
    Cumprimentos,
    Andreia Soares

    • Olá Andreia

      Pelo desenho, a seguradora chegou à conclusão que não respeitou o sinal STOP.
      Assumo que reclamou à sua seguradora e que a Declaração Amigável estava assinada por ambos os condutores
      Só tem uma coisa a fazer. Pedir ao outro condutor uma declaração de como realmente as coisas aconteceram. Entregue essa declaração à sua seguradora e ela que se entenda com a seguradora do outro condutor.
      Se não se entenderem, accione a Protecção Jurídica, contactando a sua seguradora. Se a Protecção Jurídica não funcionar, recorra ao CIMPAS. Veja este artigo sobre o CIMPAS:
      http://blog.sitedosseguros.com/2010/10/o-que-fazer-quando-a-seguradora-nao-aceita-ou-nao-responde-a-sua-reclamacao/

      Resumindo:
      – Sem a declaração do outro condutor, nada feito
      – Paciência neste processo será uma virtude 😉

      Cumprimentos
      Pedro

  40. Bom Dia Sr Pedro, gostaria de colocar a seguinte questão:
    A responsabilidade civil do automóvel é de que conduz ou do tomador do seguro

    Passo a explicar:

    Ex: Eu conduzo um veículo que não é meu, tenho a infelicidade de embater no portão de minha casa! Os danos meu portão estão seguros pela seguro do carro?
    Paulo Lopes

  41. Boa noite,

    tive um pequeno acidente de carro, bateram-me por trás. Não foi preciso chamar as autoridades e logo fizemos a declaração amigavel, tendo o outro interviniente ter-se dado como culpado.
    Entreguei a declaração na minha Companhia e logo foi marcada peritagem. Esta foi efectuada e ficou condicional. Passou uma semana e como não tive mais feedback decidi ligar à Seguradora que me informou que a sua congenere não reconhece a matricula de quem me bateu com a apolice, e o caso ficou “encerrado”. Tive então eu que fazer de Seguradora e ligar para o contacto de quem me bateu, que logo me disse que se enganou e trocou dois numeros da matricula. Feito o telefonema liguei de novo à minha Comp. que me disse para preenchermos nova declaração e voltar a entregar. Fizemos isto, e entreguei nova declaração na Comp., esta passado uma semana telefona a dizer que como já era a segunda declaração não podia fazer mais nada!!!! Tenho de ser eu a entregar a declaração na companhia de quem me bateu, e entregar também o relatorio de peritagem, pois eles não podem enviar, isto para eu evitar ter que ir a nova peritagem.

    Agora pergunto eu, Os seguros servem só para ser pagos e pronto, já está? Não me defendem? Nesta situação ninguém está a fugir às suas responsabilidades, nem eu nem quem me bateu, s´as seguradoras. Eu em dois minutos liguei para o numero de telefone na declaração e perceemos o erro, a apolice está certa e corresponde ao segurado, a morada está certa etc etc apenas uma troca involuntaria de dois numeros faz-me correr este mundo e o outro, tenho de ser eu a entregar as declarações, os relatórios de peritagem etc etc etc. Não pode a minha seguradora ser proactiva e acabar com estas burocracias. Dizem para entregar-lhes a 2º participação e depois afinal sou eu? E a seguradora do culpado será que vai agilizar a situação?

    Que hei-de fazer?

    Obrigado por me ouvirem
    (vivemos no mundo do facilitismo, call centers e tecnologias, mas bem vistas as coisas…)

    • Bom dia

      A seguradora solicitou nova declaração assinada por ambos os condutores. Acho estranho não a terem aceite. O que eu teria recomendado seria fazer nova declaração, mencionando que substitui a anteriormente enviada por erro de matrícula.
      As seguradoras só lidam com papeis e havendo informação errada e que não é comprovável, elas não resolvem o sinistro.
      Como já reclamou à seguradora do responsável pelo acidente, estou certo que tudo vai acabar bem.

  42. Boa tarde!
    Precisava de uma ajuda/esclarecimento de for possivel, trabalho num Instituto Público, esse Instituto tem um parque de estacionamento, utilizado pelas pessoas que aí trabalham e por pessoas que ali precisam de se deslocar para tratar de assuntos, à uns dias atrás um colega de trabalho a fazer marcha a trás bateu no meu carro que se encontrava parado e estaccionado, pergunto, a companhia de seguros assume este sinistro?

    Obrigado
    Com os melhores cumprimentos,

    Paulo Pinto

  43. Boa tarde,
    tive há pouco tempo um acidente de viação tendo sido chamadas as autoridades e feita a declaração amigável com ambas as assinaturas. O problema começa quando o acidente não se enquadra em nenhuma situação prevista na declaração amigável. Passo a descrever o acidente:

    O acidente deu-se às 23h00, numa auto-estrada. Eu circulava no mesmo sentido do outro interveniente (um pesado de passageiros) a uns 750m de distância. Apercebo-me que ele começa a fazer manobra de imobilização na berma com os 4 piscas intermitentes e sem saber o que se estava a passar mudei para a faixa da esquerda para poder passar a uma distância segura do mesmo. Assim que concluo a mudança de faixa embato frontalmente num dos pneus do pesado que tinham então acabado de rebentar.
    Foram chamadas as autoridades que fizeram o auto do acidente e foi preenchida a declaração amigável e assinada por ambos. A minha viatura ficou imobilizada com os radiadores partidos e foi rebocada para uma oficina indicada por mim.

    No dia seguinte liguei para a minha seguradora a descrever o acidente e a solicitar indicações sobre o que fazer. Foi-me dito que não podiam fazer nada pois não houve embate directo entre as duas viaturas e referiram a Responsabilidade Civil Automóvel da outra seguradora… deram-me então a indicação para fazer uma reclamação com a declaração amigável junto da seguradora do pesado. Foi o que fiz, tendo sido aberto o processo e marcada a peritagem condicional à minha viatura. Foi concluída a peritagem condicional e acordado o valor da reparação bem como a duração de 2 dias para reparação. A oficina ficou a aguardar ordem de reparação e eu a aguardar a assunção de responsabilidade da seguradora do pesado. Como as notícias tardavam, liguei para a seguradora do pesado a solicitar viatura de substituição pelo que me foi dito que me deveria deslocar a uma rent-a-car com acordo com eles a fiz de alugar uma viatura por minha conta e aquando da assunção de responsabilidade eles depois assumiriam o contrato com a rent-a-car. Foi o que fiz, usufruí da viatura alugada durante 8 dias até que recebi um SMS a comunicar que a seguradora do pesado assume a responsabilidade a 100%. Ao contactar com eles outra vez, foi-me dito que o carro já deveria ter sido mandado reparar por minha conta e que eles não detêm a ordem de reparação… ora, a oficina ainda não reparou a viatura porque continua à espera da ordem da seguradora!!! A situação parece-me muito embrulhada, o carro ainda não foi reparado e já tive bastantes despesas que pelos vistos não vão ser ressarcidas, incluindo a devolução da viatura alugada, cujos 8 dias tive de pagar do meu bolso porque a seguradora ainda não assumiu despesas nenhumas.

    Além do SMS da seguradora ainda não recebi nenhuma notícia por escrito nem a oficina recebeu a ordem de reparação!

    Se possível, gostaria então de saber qual a sua opinião sobre o que está errado neste caso e quais as possibilidades de ultrapassar este impasse. Até que ponto a minha companhia pode recusar tratar do caso? Uma SMS serve de notificação? Que ordens tem a oficina de acatar, as do proprietário da viatura ou da seguradora? As dúvidas são muitas e o conhecimento da lei é pouco.

    Grato pela atenção dispensada, os melhores cumprimentos

    Manuel Gonçalves

    • Caro Manuel

      Por Lei, a partir do momento que a peritagem se torna definitiva, a seguradora informa pelo menos a oficina e esta deve informar o cliente sendo que o cliente é a única entidade que pode mandar reparar a viatura. Nos dias em que a viatura está na oficina para reparação, a seguradora cede uma viatura de substituição.
      Temos aqui uma falta de comunicação entre a seguradora, a oficina e o Sr. Manuel.
      Se conseguir provar que a oficina ou o Sr. Manuel não foram informados da peritagem definitiva, na minha opinião, tem direito a ser ressarcido das despesas efectuadas.
      Faça o seguinte:
      1 º – Envie uma carta à seguradora do camião a expor a situação de forma pormenorizada e junte elementos de prova. Se eles assumirem, problema resolvido.
      Caso contrário:
      2º – Exponha o caso à sua seguradora da mesma forma que expôs para a seguradora do camião e nessa carta, accione a Protecção Jurídica mencionando os valores e factos que pretende ser ressarcido. Junte elementos de prova.

      Qualquer dúvida disponha
      Pedro Monteiro

      • Obrigado pela sua resposta!

        Felizmente o caso já desenrolou, a oficina já recebeu a ordem de reparação e já deu início à mesma e já fui ressarcido de dois dos oito dias que usufruí do carro de aluguer. Agora é aguardar pelo término da reparação e fazer figas para não ter outro azar, e mesmo que surja outro azar, já tenho aqui algo que serve de experiência.

        Muito obrigado, cumprimentos.

  44. boa noite antes demais, tive a pouco um acidente de viação, (circulava numa estrada k tem duas faixas de rodagem com o mesmo sentido, o outro condutor sai dum cruxamento(triangulo) e entra nesta mesma estrada com inicialmente manteve-se na direita depois mudou de direcção sem faxer sinalizaçao, passando em cima de uma linha continua e passadeira para entrar num parque de estacionamento que estava na esquerda.. faxendo com que eu (que vinha com alguma velocidade) na faixa da esquerda nao conseguindo travar(tambem devido piso estar molhado) em seguranca embatendo na traseira do outro sobre seu lado esquerdo e o meu veiculo ficou danificado a meio… problema e nao ter testemunhas e ter deixado rasto de travagem enorme.. mas a prova e k nao bati a meio do outro mais sobre seu lado eskerdo pork este atravessou.se literalmente a frente do meu carro. sera que me poderia ajudar nesta situação poix danifiquei o meu carro totalmente, como nao percebo muito disto de seguros. gsotaria da sua opiniao e se me poderia ajudar a esclarecer esta situação… Obrigado pela atencão Cump Décio Cristo

    • Caro Décio

      Pelo que percebo da descrição, o acidente ocorreu da seguinte forma: uma estrada de sentido único com 2 faixas de rodagem. O Décio conduzia na faixa da esquerda. A outra viatura ia na faixa da direita quando, sem sinalizar e pisando uma linha contínua, guinou para a esquerda para entrar num parque de estacionamento e o Décio bateu na traseira do lado esquerdo da viatura que ia a entrar no parque de estacionamento.
      Não há testemunhas. Precisaria de uma para provar que a outra viatura não teria sinalizado a manobra de entrada no parque de estacionamento e que teria invadido a sua faixa de rodagem pisando uma linha contínua. Neste caso, ficaria ilibado de culpa.

      Neste cenário e tendo em conta que ia com excesso de velocidade e bateu na traseira do veículo, a responsabilidade do acidente poderá ser repartida, pois a outra viatura pisou uma linha contínua e não tomou as devidas precauções.
      O auto de ocorrência das autoridades poderá ajudá-lo, assumindo que as chamaram.
      Caso não tenham preenchido Declaração Amigável, preencha uma e junto com o auto de ocorrência, reclame à seguradora onde a outra viatura tem o seguro.
      Caso tenham preenchido declaração amigável, levante o Auto e entregue à sua seguradora.
      Poderá accionar a Protecção Jurídica caso entenda que tem elementos a seu favor. Para accioná-la basta solicitar à sua seguradora.

      Espero tê-lo ajudado. Qualquer dúvida, disponha.
      Meu e-mail: pedro.monteiro@accive.com
      Um Bom Natal para si e para os seus!
      Cumprimentos
      Pedro Monteiro

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